Arquivo | Bad Guy’s Space

Bad Guy’s Space III – Péssimos reinados

Postado em 29 agosto 2010 por Alison

Hey Yo! Cada jovem sonhador que entra no ramo do wrestling, indiferente de peso ou altura, indiferente de ser um wrestler brawler, high flyer, powerhouse, technical e etc., tem como sonho conquistar a maior glória que uma federação pode oferecer, o World Heavyweight Wrestling Championship. Atualmente apenas duas federações podem oferecer isso, WWE e TNA. O World Heavyweight title é sem dúvidas o centro das atenções de qualquer show, merece as melhores feuds e é (ou deveria ser) carregado apenas pelos melhores atletas que o ramo pode oferecer.
Ao longo dos últimos anos percebe-se cada vez mais uma decadência nos reinados de cada World Heavyweight Champion, seja na WWE ou na TNA, afirmo que o último bom reinado que vi foi o de Sting entre 2008-2009, que durou pouco mais de seis meses. Títulos que mudam de mãos em menos de dois PPVs, certas vezes até duas vezes no mesmo show, têm cada vez mais suas imagens desgastadas, perdem o prestígio de ser o topo, algo que apenas se pode conquistar com total dedicação de muitos anos de treino, suor, sangue perdido…
Ao início do segundo trimestre deste ano fui surpreendido positivamente e negativamente ao ver Jack Swagger vencer o World Heavyweight Championship: de ponto positivo vi um grande atleta e um dos melhores wrestlers que a WWE pôde produzir nos últimos anos ser finalmente visto pela empresa com alguém que se deve apostar com todas as fichas, porém, negativamente ao ver um jovem sem muita experiência carregar o World title sequer tendo ao menos lutado pelo mesmo algumas vezes e ter perdido antes de poder chegar a tal status. A pior parte de tudo foi ver Swagger perder o World title em pouco mais de sessenta dias, desvalorizando tanto o campeão quanto o título. O último bom reinado combinado com um bom wrestler visto na WWE foi o de Chris Benoit, entretanto, isto ocorreu há mais de seis anos, o que me faz perguntar o porque de reinados curtos para bons wrestlers e longos demais para aqueles que não estão a altura de carregar nos ombros o símbolo que representa nada mais nada menos do que “ser o melhor”.
Mudando de Connecticut para Flórida, não vemos muitas mudanças, exceto pelo fato de nos últimos três anos Samoa Joe e Sting colocarem dois reinados sólidos, valorizando o World Heavyweight Championship. O que mais se aproximou de ter um reinado perfeito foi AJ Styles, contudo um heel turn levou abaixo aquele que poderia ser um dos mais espetaculares reinados que o wrestling poderia ter. É importante colocar uma observação; o heel turn não fez mal a Styles, mas sim ao seu reinado. Logo a seguir vem Rob Van Dam, bom wrestler, ainda no seu melhor, porém que não apresentou nada ao World title desde que o capturou em abril.
Nos últimos anos não se vê mais um bom reinado, raramente se vê alguns dos melhores wrestlers que o ramo tem hoje levando consigo aquele simples objeto que representa exatamente o que o wrestling é, não se vê mais reinados de trezentos ou quatrocentos dias dados a wrestlers perfeitos, apenas vemos o título sair do main event, vemos os reinados tornando-se curtos ou simplesmente desgastantes.
O fato mais importante é que o World Heavyweight Wrestling Championship foi, é e sempre será o principal meio de fazer dois ou mais wrestlers colocarem uma perfeita wrestling match no ringue, darem o seu melhor e claro, ser usado para elevar ainda mais a imagem de iniciantes e experientes nomes deste esporte.
Até a próxima semana.

Este post está sendo compartilhado com o Living Wrestling!

Comentários (2)

Bad Guy’s Space II – Um gênio, um legado

Postado em 22 agosto 2010 por Alison

Hey Yo! O regresso do BGS ocorre da mesma maneira de sempre, controverso, aliás, talvez esta seja a principal característica deste quadro, olhar para onde ninguém olha, falar o que ninguém fala e no fim de tudo, ter a opinião contrária da grande maioria. Admito que por semanas não escrevi este quadro por falta de inspiração, em especial, não gosto de repetir assuntos e sequer procuro falar algo que não seja interessante. Se não for para trazer para o meu leitor um quadro que o faça chegar ao ponto final com a certeza de que não perdeu o seu tempo, que ganhou ou aprendeu algo com o que leu, prefiro não escrever. Bem, já que estou de regresso, inspirei-me a escrever após diversas semanas ver pessoas falando mal de um eterno gênio do wrestling, amem ele ou o odeiem, ele fez e faz história no wrestling, apresento-lhes Vince Russo.
É de fato muito bem conhecido que toda vez que alguma wrestling match na TNA termine de um modo controverso e que não agrade a grande maioria, todos passam a culpar Vince Russo, já não bastando os controversos comentários de ele ter sido a principal causa do fim da WCW. Diversas vezes, caso o mesmo ocorra na WWE, muitos chegam a fazer piadas como se Russo fizesse parte da empresa de McMahon. De modo que não vou deixar isto muito longo, o que levou a WCW a ir pelo caminho que foi é total culpa da AOL e claro Ted Turner por ter agido bem como um ser que conhecemos atualmente que liga muito mais se seus fãs estão comprando os produtos de determinado wrestler do que assistindo um show decente. O modo controverso de Vince Russo criar um show faz de certa maneira parte do seu legado.
Vi ao longo do tempo diversos fãs falarem mal de Vince Russo, curiosamente no último domingo, durante o PPV – SummerSlam existiam comentários daquele que sequer é booker da WWE. Ora, para um PPV onde duas “title matches” acabam por DQ e Undertaker marca mais uma vez seu regresso pelo terceiro ano seguido no mesmo PPV, é total injustiça falar mal de Vince Russo. Por falar em Undertaker, não foi Vince Russo que fez dele o que ele é hoje? Não foi Vince Russo que criou as feuds entre Undertaker e Mankind, Austin e The Rock, Kane e Undertaker? Caso muitos não saibam, Vince Russo foi o principal booker da era mais amada pelos fãs da WWE – Attitude Era. É também de fato lembrar que Russo fez muitos outros nomes no wrestling como Jeff Jarrett e seu eterno costume de se auto proclamar o “Chosen One” da WCW. Vale também lembrar que Booker T apenas tornou-se World Champion por causa de Vince Russo, a lista é enorme das diversas carreiras bem planejadas por um homem que teve seu legado manchado apenas por fazer as coisas diferentes.
Ele pode não ser a melhor pessoa para reconhecer um bom wrestler, mas ele é sem dúvidas a melhor pessoa para escrever tudo que é necessário para fazer de um bom wrestler um grande nome no ramo (ainda que Austin e The Rock tenham sido péssimos no ringue mas grandes nomes feitos por ele). Tudo não acaba na era WCW, Vince Russo foi o que esteve por trás da ascensão daquele que é o melhor wrestler no mundo hoje – AJ Styles, inclusive sendo o que pediu para torná-lo World Heavyweight Champion ainda no princípio da TNA Wrestling. Russo esteve por trás da “criação” daqueles que serão os maiores nomes do wrestling da próxima década, Vince foi o mesmo que fez os perfeitos reinados não só de Kurt Angle e Sting, mas bem como os reinados de AJ Styles e Samoa Joe. Vince esteve por trás da criação da Beer Money, Inc., a melhor tag team desde Arn Anderson e Tully Blanchard, poucos meses após ter feito com perfeição e sem nenhum erro o incrível heel turn de James Storm e o face turn de Chris Harris, dando vida a cada detalhe do fim da America’s Most Wanted para o nascimento de dois dos maiores nomes dos ringues hoje. Russo escreveu com perfeição cada passo para fazer Robert Roode de um simples “jobber” da Team Canada, para um perfeito main eventer provando ser um dos melhores atletas no ramo hoje. Russo foi quem escreveu o melhor PPV da última década – Bound for Glory II (2006). Seu controverso modo apenas é um destaque, na verdade sua maior recompensa ao wrestling é criar os nomes que farão o amanhã. Falar mal e dar destaque aos erros é de total facilidade e costume de grande maioria, reconhecer e dar valor a uma mente brilhante cabe apenas aqueles que analisam antes de fazer péssimos comentários.
Um gênio, um legado. O homem de um sucesso controverso – Vince Russo.
Até a próxima semana.

Este post está sendo compartilhado com o Living Wrestling

Comentários (8)

Bad Guy’s Space I – Uma luta de verdade

Postado em 13 fevereiro 2010 por Alison

Hey Yo! Passando por alguns sites e blogs, me deparei curiosamente com comentários praticamente iguais, quando em questão colocavam um combate com excesso de sangue e a seguir diziam a frase: “Isso sim é uma luta de verdade”. Será mesmo?

Sabemos muito bem que um belo wrestling match não é apenas uma combinação de belos moves por ambos competidores, mas sim respeito para com seu oponente, seriedade, atenção e por fim confiança. Bem como uma vez disse Bret Hart, no wrestling você só pode fazer algo que seja de alto risco se você confia extremamente no seu “oponente”. Pois bem, seria também necessário talento pra fazer um combate cheio de sangue?

Ao longo dos anos foram surgindo grandes nomes que aderiram ao estilo Terry Funk de lutar, porém muitos esqueceram que Terry também foi um grande atleta das décadas de 70 e 80, muitos apenas querem doar seu corpo para algumas cadeiras e até lâmpadas… A que ponto o wrestling chegou. Ora, para levar algumas cadeiradas na cabeça, sentir suas costas partindo-se junto a uma mesa ou então cair sobre algumas tachinhas não é preciso talento, apenas coragem.

“Hardcore não é wrestling pra qualquer um, hardcore é wrestling para homem de verdade”, não foi apenas uma vez que ouvi ou li esta frase e creio que jamais vi frase tão patética e estúpida quanto esta. Poderia eu na minha opinião citar muitos os quais considero “culpados” por colocar tal opinião na cabeça dos fãs, não tenha nada contra o hardcore wrestling, sendo sincero, quando se torna raro fica ainda mais atraente, mas por qual motivo o mestre da 5 star match nos últimos dez ou quinze anos tem preferido gimmick matches para com seu precioso poder classificar qualquer luta como 5 star?

Undertaker vs Mankind – Hell in a Cell, JBL vs John Cena – I Quit match, Sabu vs Terry Funk – Barbed Wire, são muitos os históricos gimmick hardcore matches os quais ouço muitos falarem: “Aquilo sim é luta de verdade”. Luta de verdade? Bem, se um punhado de sangue somado com algumas lesões torna qualquer coisa um combate de verdade, realmente o wrestling já não é mais wrestling. Ric Flair e Ricky Steamboat não necessitaram de sangue para em três PPVs consecutivos colocarem a arena de pé e os aplaudir do início ao fim, mas não é neecessário viajar tanto no tempo, basta lembrar da série AJ vs Daniels vs Joe para lembrar o quanto o público ficou eufórico a cada encontro destes três incríveis atletas.

Sendo um simples wrestling match ou até um hardcore match, wrestling é wrestling e talvez é o esporte com o maior número de possíveis variações dentro do ramo. A única coisa que tenho certeza é que muitos lutaram para fazer este esporte grande, e creio que todos eles não apreciam toda sua batalha sendo jogada fora com objetos. Este foi mais um Bad Guy’s Space, até a próxima!

Comentários (5)