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O Wrestling em Revista (V)

Postado em 30 agosto 2010 por David Pereira

Mais uma vez, agradeço o feedback, que tanto os leitores e comentadores do Wrestling Noticias como do Portal da Luta Livre deixaram na caixa de comentários. Espero que continuem, não se esqueçam de lançar temas e colocar questões!
Respostas aos comentários dos leitores

Anónimo (WN): Não sei o que achas sobre isto e não sei se o vais comentar mas gostava de saber se tu sabias do motivo do espaço entre estes PPV’s da WWE (Night of Champions e Hell in a Cell) ser tão pequeno.

Bem, o SummerSlam é um PPV que exige muito “hype”, “hype” esse que é construído em redor dos combates principais, havendo episódios dos “shows” semanais em que muitas peças do “mid-card” são esquecidas só para promover esses combates principais, e sendo o Night of Champions um PPV em que todos os títulos são defendidos, há que ser dado um tempo para voltar a dar atenção às divisões menos importantes da WWE e construir “feuds” para culminarem no Night of Champions. E agora perguntas tu, então porque o Night of Champions é a seguir ao SummerSlam? Pois, eu também não percebo porquê e já critiquei isso na primeira edição da minha rubrica.
Com as “feuds” já bem construídas, não é preciso dar-se uma lufada de ar fresco muito grande a elas para o Hell in a Cell ter interesse, vale pelo “gimmick match”, por isso, são precisas menos semanas de promoção do evento, embora acredite que talvez isso se vá reflectir um pouco numa diminuição de vendas.


Anónimo (WN):
Gostava de saber a tua opinião em relação aos lutadores que um dia vão estar no Hall of Fame da WWE. Aqueles que tens a certeza que um dia vão lá estar, por exemplo o HHH, e aqueles que achas que têm potencial para chegar lá do actual roster.

Do actual “roster” para além do Triple H há o Undertaker e o John Cena que para além de serem “Hall of Famers” garantidos, até tenho fé que possam ser os cabeças-de-cartaz de edições dessa cerimónia anual, até me parece algo certo!
Depois, tudo depende de muita coisa, agora um grande lutador e uma figura que se destaque na WWE durante anos não passa sem ser campeão mundial, algo que não acontecia há 20 anos atrás com homens como Mr. Perfect e afins. Agora um campeão mundial até é facilmente esquecido e cai na ignorância de toda a gente, querem um exemplo? The Great Khali! Mas mesmo esse é capaz de ser inserido nem que seja para vender DVD’s na Índia.
Tudo depende da importância de um lutador numa dada região e daquilo que em especial uma Wrestlemania queira promover, o Hall of Fame não se trata de uma cerimónia de homenagem que a WWE faz só porque é bonito fazer, há outros interesses (nomeadamente financeiros) por trás disso.
No entanto Edge, Randy Orton, Chris Jericho e Kane parece-me ter presença certa também, CM Punk e The Miz têm potencial para lá chegar e se houver uma Wrestlemania na Grã-Bretanha, porque não William Regal que tem sido talvez o inglês com mais longevidade na companhia? E mesmo se virmos algo em Itália (muito pouco provável), Santino Marella é sempre alguém que iria gerar interesse entre os locais.


Mamede (WN):
O que pensas que tem que mudar na Raw para que volte a ter aquele tal “brilho” que fez dela a “major brand” da “BIG E”?

Para já, nenhum brilho fez da Raw a “major brand” porque ela sempre foi o “flagship show” da WWE. Na verdade, creio que esse brilho existe, o problema é que existe para o público-base da companhia, e provavelmente tu não fazes parte desse público-base, daí sentires necessidade de mais alguma coisa. Creio que para a WWE agradar um pouco ao público se habituou a gostar da Raw em 2004/2005/2006, talvez precise de renovar um pouco esse “show”, não é estar a criticar o homem porque o admiro muito, mas já se anda a comer o John Cena como cara principal da Raw há cinco anos, penso que é preciso criar-se um novo herói que ao mesmo tempo transmita os valores ao público, que seja jovem e que consiga ser um bom “drawer”, já houve Batista com capacidade para fazer isso mas na altura Cena estava a mostrar-se ao mundo ainda, já houve Jeff Hardy mas abandonou a companhia e há um Rey Mysterio que tem poucos anos de wrestling pela frente, as minhas esperanças vão para o Randy Orton, mas é preciso que se transforme um pouco mais e talvez que inicie a sua onda heróica na Smackdown, porque embora como “face” até não, já é alguém que já há muito tempo também se anda a gramar no topo da Raw. Uma “storyline” forte e entretida que ande na boca de toda a gente ajuda também a fazer as noites de segunda-feira brilharem, e este “angle” com os Nexus a meu ver até ao SummerSlam (pelo menos) estava a conseguir isso.


Mamede (WN):
Que wrestlers da TNA achas que deviam ter mais “TV time” e até maior destaque no programa?

Bem, admito que gostava de ver o AJ Styles mais fixo no “Main-Event” e um Desmond Wolfe com um melhor aproveitamento, nem que seja na X-Division (e porque não?), mas quando me fizeste essa pergunta o nome que me veio logo à cabeça foi Samoa Joe.


Mamede (WN):
Considero Raven um senhor do ramo do wrestling e uma das mentes do negocio, o que achas que aconteceu (excepto o “booking”) para que só tenha recebido um titulo mundial uma vez?

Não conheço muito a carreira de Raven até 2007 e confesso que mesmo desde aí não seja um lutador que siga muito ou que perca muito tempo a pensar nele.
No entanto, ele não conquistou o Titulo Mundial apenas uma vez, mas sim por três, venceu o Titulo da ECW por duas ocasiões e por uma vez o da NWA (quando estava na TNA).
Olhando para a biografia dele na Wikipédia parece-me ser um lutador que não tenha ficado muitos anos seguidos numa companhia, isso é prejudicial, talvez não tenha tido assim tanto tempo para se reinventar sempre que se estreava em algum lado. Ah, e os anos 90 na WCW é aquela base, muito “star power”.
Peço a alguém que tenha acompanhado mais a sua carreira para tentar responder a esta pergunta na caixa de comentários.


Kleber (PLL):
O que é necessário para que a divisão das Divas e das Knockouts melhore?

A divisão feminina da WWE já não me dá interesse nenhum, porque as Divas são quase todas iguais, umas loiras magrinhas com o “ring attire” muito parecido e muito trapalhonas em ringue. Falta qualidade e diversidade, é normal que Beth Phoenix seja uma das melhores, é diferente e tem qualidade, é normal que Natalya se imponha no futuro e o mesmo para Tamina, também tinha as minhas esperanças para Serena mas foi despedida. Falta também boas histórias, rivalidades muito pessoais, ver o ódio entre duas senhoras, algo que já não acontece desde 2006.
Infelizmente, a divisão das Knockouts está-se a aproximar do modelo da das Divas, cada vez as senhoras são mais parecidas, cada vez mais loiras que acabam por vezes indistinguíveis, aquelas que marcavam pela diferença começaram a abandonar a TNA, ora ODB, ora Awesome Kong, ora Roxxi, as histórias também pioraram, as Beautiful People não têm o mesmo brilho… Enfim. Já não faz muito sentido aqueles títulos de tag team das Knockouts, arranjem forma de acabar com eles.


Kleber (PLL):
O Hardcore Championship faz falta para a TNA?

Não. O que faz falta à TNA é que o Titulo da TV (penso que seja este o nome actual) é ser bem utilizado, e dado a quem precise dele, e que faça outros entrarem na corrida, não para às vezes ser ignorado e andar a empatar quem devia ter uma maior importância na companhia.
Por exemplo, AJ Styles vai lutar com Tommy Dreamer no No Surrender e não é pelo título, faz sentido? Dêem antes o cinto a outro por favor.


Jeff_are_the_best (PLL):
Todos sabem que Sheamus já estreou no topo, não estava com Net na época, mas sei que não demorou muito para ele por um dos títulos mais importantes da empresa nas mãos, você acha que esse foi merecido esse “push” de estreia, sendo que ele não tinha um forte nome dentro da rede de wrestling até sair da FCW e entrar na WWE?

Sheamus já era muito bem referenciado na Europa, tem um grande físico que lhe dá credibilidade, é bom no ringue, tem capacidade para conduzir um combate e mantê-lo entretido mesmo que a duração seja longa, tem um “look” completamente diferente e que o torna mais reconhecível pelos fãs, e embora nos primeiros tempos houvesse alguma desconfiança, a verdade é que ele sempre se mostrou um lutador legítimo e quando deu cabo do Triple H a meu ver ficou completamente consolidado. Talvez ainda não tenha vencido de uma forma limpa o Cena e o Orton, mas um é o herói do povo e outro para lá caminha, mas é preciso ter calma, eu pelo menos já o vejo como uma estrela de topo.


Santino Amarela (PLL): Bem todos sabemos que a WWE centraliza muito o seu main event tal como geralmente (sempre) estão lá Edge, Y2J, Randy Orton, Triple H, Undertaker, Rey Mysterio e principalmente John Cena sendo que no seu conjunto de wrestlers tem considerado por muito wrestlers que poderia facilmente ir para o main event nomes como John Morrison, Kofi Kingston, R-Truth, entre outros. E agora eu te pergunto se a WWE não fizer uma renovação nesse quadro de wrestlers principais como vai ser o futuro dela daqui uns 6 anos?

E agora pergunto: e então o que é que a WWE está a fazer? Não é possível “pushar” muitos lutadores para o estrelato ao mesmo tempo, tem de se ter uma aposta de cada vez, pelo menos em cada “brand” e só no último ano tivemos Sheamus e Jack Swagger como campeões mundiais pela primeira vez, e um The Miz que para lá caminha. Se olhares aos títulos do “mid-card”, a maioria dos seus detentores tem reinados com uma duração bem considerável, para que sejam vistos com credibilidade, a única excepção foi mesmo o R-Truth e acredito que tenha sido não porque vejam nele potencial para ser um futuro “Main-Eventer” (até porque não é lá grande coisa e já caminha para velho) mas sim para promover o lançamento do seu novo CD. John Morrison, Kofi Kingston, Drew McIntyre e The Miz, para falar do último ano, foram lutadores que mantiveram os seus cintos em sua posse pelo menos durante dois meses, têm ficado sempre bem vistos e quando for preciso, vem aí o “push”.


Notas sobre o Night of Champions

Primeiro que tudo, vi algo nos comentários de um “post” no PTWrestling que até me deixou a pensar. Porque não uma luta pelo Million Dollar Championship? Quando vão começar a construir uma história adequada em redor do mesmo? É muito bonito ver o Ted DiBiase com a sua acompanhante e com o título mas seria ainda mais se víssemos uma história em redor dele que lhe dê destaque assim como o “Legend Killing” dava a Randy Orton, acho que iríamos ver algo bem interessante, e com a subida de The Miz ao Main-Event é preciso ter uma personagem assim no “mid-card”. Não há tempo de antena para tudo é verdade, mas se a divisão feminina for unificada e se a de tag team também fizer umas aparições na Smackdown o assunto resolve-se.

A outra nota prende-se com o combate de tag team que haverá no evento. O mais provável é termos Santino e Kozlov como candidatos principais, mas porque não os Nexus? Depois do SummerSlam, admita-se ou não, eles perderam força, perderam impacto, perderam Darren Young e ao que parece Skip Sheffield (um dos seus membros mais importantes), precisam de uma lufada de ar fresco, porque são um grupo muito interessante, embora estejam todos ainda algo verdes, conseguiram acrescentar muito à Raw nos últimos tempos. Se lhes deram um “Main-Event” de um PPV importantíssimo como o SummerSlam, porque não uma “title run” com a “Freebird Rule” (quaisquer dois membros da “stable” podem defender os cintos)?


Um Survivor Series um pouco diferente

Não foi à toa que o “Main-Event” do SummerSlam foi “à Survivor Series”, e logo com sete de cada lado em vez dos habituais cinco, a WWE anda a tramar alguma renovação para esse evento.
Uma renovação que faça jus ao nome “Survivor Series”, mas que não passe pelos habituais “Traditional Elimination Matches”, recordo que por duas ocasiões este evento não teve esses combates habituais, mas sim outras situações em que houve uma temática que fez jus ao nome, em 1998 um torneio para apurar o Campeão da WWF e em 2002 a primeira Elimination Chamber, em 2010 podemos ter o regresso do King of The Ring, o regresso dos “Scramble Matches” ou até uma nova inovação, mas ao gastar uma estipulação assim no SummerSlam, aqueles combates de equipas que já nem tinham história nem vendiam nada parece-me que não vão ocorrer este ano. Alguém dá sugestões?

Por hoje fico-me por aqui, espero que continuem a comentar porque foi para desfrutar da interacção com os leitores que escolhi este blogue!

Peço para que coloquem em cima da mesa temas sobre os quais gostariam de ler a minha opinião, é algo que se pode tornar bem divertido e que pode acabar sempre num agradável debate.

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Bad Guy’s Space III – Péssimos reinados

Postado em 29 agosto 2010 por Alison

Hey Yo! Cada jovem sonhador que entra no ramo do wrestling, indiferente de peso ou altura, indiferente de ser um wrestler brawler, high flyer, powerhouse, technical e etc., tem como sonho conquistar a maior glória que uma federação pode oferecer, o World Heavyweight Wrestling Championship. Atualmente apenas duas federações podem oferecer isso, WWE e TNA. O World Heavyweight title é sem dúvidas o centro das atenções de qualquer show, merece as melhores feuds e é (ou deveria ser) carregado apenas pelos melhores atletas que o ramo pode oferecer.
Ao longo dos últimos anos percebe-se cada vez mais uma decadência nos reinados de cada World Heavyweight Champion, seja na WWE ou na TNA, afirmo que o último bom reinado que vi foi o de Sting entre 2008-2009, que durou pouco mais de seis meses. Títulos que mudam de mãos em menos de dois PPVs, certas vezes até duas vezes no mesmo show, têm cada vez mais suas imagens desgastadas, perdem o prestígio de ser o topo, algo que apenas se pode conquistar com total dedicação de muitos anos de treino, suor, sangue perdido…
Ao início do segundo trimestre deste ano fui surpreendido positivamente e negativamente ao ver Jack Swagger vencer o World Heavyweight Championship: de ponto positivo vi um grande atleta e um dos melhores wrestlers que a WWE pôde produzir nos últimos anos ser finalmente visto pela empresa com alguém que se deve apostar com todas as fichas, porém, negativamente ao ver um jovem sem muita experiência carregar o World title sequer tendo ao menos lutado pelo mesmo algumas vezes e ter perdido antes de poder chegar a tal status. A pior parte de tudo foi ver Swagger perder o World title em pouco mais de sessenta dias, desvalorizando tanto o campeão quanto o título. O último bom reinado combinado com um bom wrestler visto na WWE foi o de Chris Benoit, entretanto, isto ocorreu há mais de seis anos, o que me faz perguntar o porque de reinados curtos para bons wrestlers e longos demais para aqueles que não estão a altura de carregar nos ombros o símbolo que representa nada mais nada menos do que “ser o melhor”.
Mudando de Connecticut para Flórida, não vemos muitas mudanças, exceto pelo fato de nos últimos três anos Samoa Joe e Sting colocarem dois reinados sólidos, valorizando o World Heavyweight Championship. O que mais se aproximou de ter um reinado perfeito foi AJ Styles, contudo um heel turn levou abaixo aquele que poderia ser um dos mais espetaculares reinados que o wrestling poderia ter. É importante colocar uma observação; o heel turn não fez mal a Styles, mas sim ao seu reinado. Logo a seguir vem Rob Van Dam, bom wrestler, ainda no seu melhor, porém que não apresentou nada ao World title desde que o capturou em abril.
Nos últimos anos não se vê mais um bom reinado, raramente se vê alguns dos melhores wrestlers que o ramo tem hoje levando consigo aquele simples objeto que representa exatamente o que o wrestling é, não se vê mais reinados de trezentos ou quatrocentos dias dados a wrestlers perfeitos, apenas vemos o título sair do main event, vemos os reinados tornando-se curtos ou simplesmente desgastantes.
O fato mais importante é que o World Heavyweight Wrestling Championship foi, é e sempre será o principal meio de fazer dois ou mais wrestlers colocarem uma perfeita wrestling match no ringue, darem o seu melhor e claro, ser usado para elevar ainda mais a imagem de iniciantes e experientes nomes deste esporte.
Até a próxima semana.

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O Wrestling em Revista (IV)

Postado em 23 agosto 2010 por David Pereira

Mais uma vez, agradeço o feedback, que tanto os leitores e comentadores do Wrestling Noticias como do Portal da Luta Livre deixaram na caixa de comentários. Espero que continuem, não se esqueçam de lançar temas e colocar questões!

Respostas aos comentários dos leitores


Anónimo (WN):
Gostava de te ver a comentar as tuas opiniões sobre o próximo PPV da WWE Night of Champions já que é só daqui a 5 semanas

Bem, ao inicio pensei que o SummerSlam por ser o SummerSlam e ter o “hype” que tem, o Night of Champions poderia vir em má altura porque há combates que por não terem títulos em jogo não teriam lá a sua desforra, mas a verdade é que o PPV da passada semana até nem foi grande coisa (já lá vamos).

Em termos de “card” penso que para estrelas importantes não faltarem à festa teremos de meter alguns combates com “tudo ao molho”, e por isso, não comentando aquele que envolve o Titulo da WWE por já haver “spoilers” disponíveis, penso que este será o restante alinhamento:

- Kane vs. Undertaker
- The Miz vs. Daniel Bryan
- Dolph Ziggler vs. Kofi Kingston
- The Hart Dynasty vs. Nexus (Freebird Rule)
- Unificação de títulos femininos (ou então dois combates que eu não vou gostar de ver)


Mamede (WN):
O que achas que pode trazer de novo a “feud” Kane/Undertaker que não tenha sido explorado nas anteriores?

Sou fã de Glen Jacobs e de Mark Callaway, não das personagens de Kane e Undertaker, gostava que fosse explorada o termo de uma “feud” que no fundo dura há 12 anos (salvo erro) e que só pode ser feita com a destruição total do “Big Red Machine”, esta sombra que atormenta o “Deadman” há tanto tempo, ou seja, vê-lo fora da WWE, isto envolvendo “storyline” apenas.
Outro aspecto que não pode, mas sim vai mesmo ser explorado, e envolve combates, é o primeiro 1 vs. 1 Hell in a Cell entre os dois, relembro que estes só se tinham defrontado num combate do género em tag team.

Mamede (WN): O sucesso que a TNA está a ter recentemente deve-se a quê? À exposição que wrestlers que anteriormente não “tinham” tanto destaque ou às novas contratações da empresa?

Antes de mais, que tipo de sucesso?

As audiências apenas subiram ligeiramente nas últimas semanas/meses (mas não batendo recordes), as vendas de PPV não me parece que tenham sofrido alterações, não vejo eles a conseguirem encher arenas em vários pontos dos EUA nem do Mundo, a que tipo de sucesso te referes?

Devo admitir que a qualidade dos “shows” tem aumentado, vejo um “roster” cada vez melhor organizado, “storylines” mais coerentes, um tempo de antena bem distribuído consoante o grau de importância que cada estrela deve ter e que até dá gosto assistir ao Impact, mas não se pode falar em sucesso.

Jim_yang (PLL): Na sua opinião, considerando todas as proporções de estrutura, tempos de existência, trabalhos desenvolvidos, feuds e wrestlers etc, responda: A TNA é uma afronta à WWE? E porquê?

Não acredito que a TNA seja uma afronta à WWE, mas que as únicas dificuldades que lhe pode causar é que certos lutadores em vez de quererem estar na companhia de Vince McMahon, preferem ir para Orlando onde não têm de viajar tanto, têm um balneário talvez com menos egos, podem ter mais poder e têm tempo de antena de TV. De resto, não é afronta nenhuma, e uma explicação minha está na minha resposta à segunda pergunta do Mamede.

Indy Brasil (PLL): Quem deve ser o próximo lutador da ROH a atingir uma “big league”?

Bem, eu não acompanho ROH, conheço apenas alguns lutadores devido às suas passagens pela WWE ou pela TNA, mas viria com certeza com bons olhos um regresso de Christopher Daniels a Orlando, onde poderia continuar a dar algo à X-Division.


CMPUNISHER (PLL):
A WWE se orgulha muito de ter como foco o entretenimento. Podemos ver que além de lutas de wrestling temos outras lutas que às vezes são apenas para segmentos de comédia ou spots de descontracção nas lutas. A TNA orgulha-se de ser uma empresa de pro wrestling mas podemos ver vários segmentos feitos não por wrestlers “comediantes” mas como óptimos lutadores como Anderson e Team 3D, como no Hardcore Justice com o lance dos sabres de luz. A questão é a seguinte, uma empresa precisa negar e ocultar totalmente suas raízes e o seu potencial de pro wrestling para poder ser um entretenimento ou uma empresa de wrestling pode apresentar um entretenimento melhor do que a outra por contar com certas liberdades?

Claro que é possível apresentar momentos divertidos e ser pro wrestling à mesma, nem vou justificar porquê, basta ires ao youtube e procurares por momentos divertidos de Chris Jericho, The Rock, DX e Eddie Guerrero por exemplo, e mesmo alguns segmentos que não envolvem tanto wrestling mas que sejam entre lutadores credíveis (ver Y2J e Christian nus pelo “backstage” ou Big Show e Eddie no WC por exemplo) são sempre melhores que qualquer coisa com Hornswoggle, Santino (que para mim já perdeu a piada) e os Guest Hosts.

A TNA não está propriamente a ir pelo caminho mais correcto mesmo assim, não gostei da luta daquelas espadas de luz no Hardcore Justice nem da boneca do Eric Young, há melhores maneiras de fazer comédia.

No entanto, um senhor chamado Jim Cornette disse e quem quiser concorda: “Comedy doesn’t make money”.


Killer_Punk (PLL):
Você acha que Bryan Danielson será bem aproveitado na WWE? Vai conseguir chegar ao “Main-Event” ou vai acabar demitido?

Bem, cada passo de cada vez. A WWE sabe do talento de Daniel Bryan e vai fazer de tudo para colocá-lo “over”, algo que aconteceu já no SummerSlam por exemplo. No entanto, nem é bem de um lutador pequeno que estamos a falar, é de um autêntico “caga tacos”, é mesmo preciso que o público que tanto o venera, puxar por ele, gritar por ele, comprar o merchandising dele, porque só assim o podem ajudar a ter sucesso, não basta ficar sentado à frente do PC a dizer nos fóruns online que ele é o melhor do Mundo!
Creio que a WWE irá esforçar-se para que o seu talento tenha a maior “spotlight” possível, mas isso não depende só dele, terá de se tornar numa estrela, porque quer queiram quer não, um combate de wrestling entre a Paris Hilton e a Lady Gaga venderia muito mais que um entre Kurt Angle e Shawn Michaels, não duvidem!

João “Pégaso” Sena eleito o melhor lutador nacional

Talvez muita gente que está a ler este texto desconheça, mas o blogue que administrei anteriormente, o AWP Wrestling, organizou uma espécie de campeonato entre os 16 melhores lutadores portugueses num sistema em que todos teriam uma “guerra de votos” entre si, com cada semana a ser disputada uma jornada, e na última semana, foi disputada a última, acabando com João “Pégaso” Sena como claro vencedor. Venceu as 15 contendas que disputou, foi aquele que ao longo da competição teve mais votos a favor e menos contra, e obteve seis pontos de avanço (funcionando três pontos por vitória, e um por empate) sobre o segundo classificado.

Talvez para muitos, isto seja algo desinteressante, no entanto, e sabendo que às vezes o pro wrestling chega a ser um autêntico concurso de popularidade, João Sena tem batido aos pontos os restantes lutadores do WP e todos os nacionais quando se trata a este tipo de questões, recordo que há bem pouco tempo ele venceu uma votação para ser entrevistado pelo Portal da Luta Livre e também obteve muitos votos quando esteve em jogo o lugar de comentador num dos Web Shows do Wrestling Portugal. Mas Pégaso não é só um fenómeno de popularidade na Internet, pois quando são feitos eventos ao vivo, ele mostra ser o mais carismático. E porque não uma “title run”?

Rescaldo SummerSlam

A meu ver foi um PPV que valeu pelo Main-Event!

Ao contrário dos anos anteriores, não houve “gimmick matches” ou regressos prometidos, por isso, a WWE tentou espremer o melhor que pôde e por isso promoveu a mística do evento e o fim-de-semana do mesmo como se tratasse de uma Wrestlemania um pouco mais pequena, e direccionando o destaque totalmente para o Main-Event, e por isso, foi um PPV que mesmo já a decorrer foi criando água na boca para o 7 vs. 7.

Começando pelo Kofi vs. Ziggler, já se percebeu que querem manter o Titulo Intercontinental no novo namorado de Vickie mas no entanto passarem a imagem que o ganês é superior e colocá-lo em voos mais altos, e por isso vão-lhe dando estas “quase vitórias”que espero que terminem rapidamente porque senão nem o campeão se credibiliza nem Kofi fica a ser visto como mais que um simples frustrado.

Temos um combate de Divas a seguir que pegando naquilo que disse atrás quando falava do Night of Champions, espero bem que unifiquem os títulos, era o melhor para todos, especialmente se quiserem gastar os cartuchos Natalya, Tamina e Serena mais tarde.
Melina ganhou só para dizerem: “Hey, temos aqui uma campeã conhecida, vejam a divisão feminina que é interessante!”, esta ideia está a ser tão forçada que o Michael Cole refere-se à Melina como uma das melhores de todos os tempos. Sai um grande LOL.

Big Show vs. Straight-Edge Society apenas porque CM Punk está ainda a recuperar de lesão e ver o gigante contra os outros dois não vende. Contudo, também tem servido para dar um “teaser” do desmembramento da SES, algo que até já a WWE Magazine faz referência. Não está muito longe o fim não. Neste momento, o homem de Chicago está a precisar de uma vitória importante porque anda a ser muito mal vendido ultimamente.

A WWE pensa e pensa nas coisas e quer aproveitar o gigante “pop” que Randy Orton tem todas as semanas e todo o impacto que está a ter, de tal forma que é um dos homens do momento, e dá-lhe este tipo de combates importantes. No entanto, ao mesmo tempo quer consolidar Sheamus e não lhe quiseram tirar o Titulo da WWE já, portanto o resultado só podia ser este, mas não deixa de ser pena um final destes acontecer num PPV como o SummerSlam. Pergunto-me se Triple H tivesse voltado como previsto, teria ele vencido o cinto? Pois, é difícil imaginar que não, no entanto não precisa mais dele que o RKO, portanto, na minha opinião podiam ter arriscado um pouco mais.

Há dois anos, o Kane vs. Rey Mysterio era dos combates mais fracos do “mid-card” em PPV’s secundários, no SummerSlam um dos combates principais, e a única melhoria foi um caixão ao lado do ringue para tentar dar alguma emoção à contenda, daí ter sido algo superior. Sobre a “feud” Undertaker vs. Kane e aquilo que espero para ela, já referi lá mais atrás.

Confesso que como fã de wrestling, já mesmo há muito tempo não esperava tão ansiosamente um combate como este, e tendo em conta que a minha paixão pela modalidade até sofreu um período de decadência, isto é um enorme elogio à forma como a WWE tem trabalhado o “angle”.

Para mim, o combate foi muito bem trabalhado, excluindo dois pormenores:

Já toda a gente percebeu que Bret Hart não pode “bumpar” nem estar sujeito a certo tipo de golpes, e eu cedo me lembrei disso e fiz a mim próprio a pergunta: “como seria ele eliminado?” Vieram-me duas respostas à cabeça: ou sofria um golpe baixo, caía lentamente e sofria o “pin” ou então era desqualificado. Mas o pormenor aqui é que Bret Hart foi vendido durante as semanas anteriores ao evento como alguém experiente que vinha para a equipa para tentar controlar as emoções de outros seis homens com egos enormes que não estão habituados a trabalhar em conjunto. Ora bem, o tal membro experiente é o primeiro a fazer merda! Belo “booking” sim senhor!

O segundo pormenor foram os últimos momentos do combate em que Cena é sovado, sofre um “DDT” no cimento e de repente consegue ir buscar velocidade para se safar muito rapidamente de um “450º Splash” de Justin Gabriel e força para apertar bem o “STF” em Wade Barrett. Confesso que gosto muito do Cena, mas que no passado domingo vieram-me os primeiros sinais de cansaço do “Super Man”, sobretudo porque o Barrett, que devia ser vendido como um legítimo candidato ao Titulo da WWE no futuro e o melhor (a grande distância) dos Nexus, foi eliminado em pouquíssimo tempo, quando podia estar pelo menos um ou dois minutos a sovar o Cena. De resto, nada a apontar, grande combate com grande história!


Despedimento de Homicide

Muito talentoso é verdade, mas sem espaço na TNA, por isso, achei muito bem a sua demissão, e espero que a companhia comece a cortar com quem não tem planos, porque cada vez há um “roster-base” para aparecer na TV mais organizado e quem não tem espaço, tem de ter a porta da saída bem à vista.

A X-Division embora não tenha tido muitos “title matches” recentemente, tem estado bem servida de campeão e de “contenders”, e há umas semanas houve um “teaser” de que Jay Lethal poderia entrar na corrida, a ver vamos.

Quanto ao seu destino, provavelmente a ROH e talvez um regresso a Orlando para os LAX assim não tão longínquo como parece.

Estreia de Alberto Del Rio

Para fechar esta edição, tenho de falar do “hombre” que anda nas bocas do Mundo, Alberto Del Rio.

Fiquei muito agradado com a sua estreia, tanto em termos de desempenho pessoal, personagem que vem acrescentar algo à WWE e o “booking” por trás.

Há uns tempos fiz um artigo no AWP em que a primeira impressão é sempre a mais importante e há que marcar logo um impacto, e Del Rio tem vindo a ser muito bem promovido, e para criar “heat” foi metido numa intriga com Rey Mysterio, um dos mais populares “top faces” da companhia. Há quem diga que a sua vitória por submissão foi exagerada, mas vamos ver os factos, ele é o homem de quem toda a gente agora fala não é verdade? Será que isso teria acontecido se lhe dessem o mesmo “booking” que quase todos os debutantes e pô-lo a vencer um “jobber local”? Claro que não! A WWE vê um grande potencial nele, tem de criar uma interacção entre ele e o público, só assim é que o pode conseguir, gostei de todos os pormenores da sua estreia, apesar de em termos “in ring” ainda não me tenha convencido totalmente.

Também é preciso fazer a pergunta: Onde anda o Rey Mysterio que o ano passado recusou fazer um “job” para o Dolph Ziggler?

Por hoje fico-me por aqui, espero que continuem a comentar porque foi para desfrutar da interacção com os leitores que escolhi este blogue!

Peço para que coloquem em cima da mesa temas sobre os quais gostariam de ler a minha opinião, é algo que se pode tornar bem divertido e que pode acabar sempre num agradável debate.

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Bad Guy’s Space II – Um gênio, um legado

Postado em 22 agosto 2010 por Alison

Hey Yo! O regresso do BGS ocorre da mesma maneira de sempre, controverso, aliás, talvez esta seja a principal característica deste quadro, olhar para onde ninguém olha, falar o que ninguém fala e no fim de tudo, ter a opinião contrária da grande maioria. Admito que por semanas não escrevi este quadro por falta de inspiração, em especial, não gosto de repetir assuntos e sequer procuro falar algo que não seja interessante. Se não for para trazer para o meu leitor um quadro que o faça chegar ao ponto final com a certeza de que não perdeu o seu tempo, que ganhou ou aprendeu algo com o que leu, prefiro não escrever. Bem, já que estou de regresso, inspirei-me a escrever após diversas semanas ver pessoas falando mal de um eterno gênio do wrestling, amem ele ou o odeiem, ele fez e faz história no wrestling, apresento-lhes Vince Russo.
É de fato muito bem conhecido que toda vez que alguma wrestling match na TNA termine de um modo controverso e que não agrade a grande maioria, todos passam a culpar Vince Russo, já não bastando os controversos comentários de ele ter sido a principal causa do fim da WCW. Diversas vezes, caso o mesmo ocorra na WWE, muitos chegam a fazer piadas como se Russo fizesse parte da empresa de McMahon. De modo que não vou deixar isto muito longo, o que levou a WCW a ir pelo caminho que foi é total culpa da AOL e claro Ted Turner por ter agido bem como um ser que conhecemos atualmente que liga muito mais se seus fãs estão comprando os produtos de determinado wrestler do que assistindo um show decente. O modo controverso de Vince Russo criar um show faz de certa maneira parte do seu legado.
Vi ao longo do tempo diversos fãs falarem mal de Vince Russo, curiosamente no último domingo, durante o PPV – SummerSlam existiam comentários daquele que sequer é booker da WWE. Ora, para um PPV onde duas “title matches” acabam por DQ e Undertaker marca mais uma vez seu regresso pelo terceiro ano seguido no mesmo PPV, é total injustiça falar mal de Vince Russo. Por falar em Undertaker, não foi Vince Russo que fez dele o que ele é hoje? Não foi Vince Russo que criou as feuds entre Undertaker e Mankind, Austin e The Rock, Kane e Undertaker? Caso muitos não saibam, Vince Russo foi o principal booker da era mais amada pelos fãs da WWE – Attitude Era. É também de fato lembrar que Russo fez muitos outros nomes no wrestling como Jeff Jarrett e seu eterno costume de se auto proclamar o “Chosen One” da WCW. Vale também lembrar que Booker T apenas tornou-se World Champion por causa de Vince Russo, a lista é enorme das diversas carreiras bem planejadas por um homem que teve seu legado manchado apenas por fazer as coisas diferentes.
Ele pode não ser a melhor pessoa para reconhecer um bom wrestler, mas ele é sem dúvidas a melhor pessoa para escrever tudo que é necessário para fazer de um bom wrestler um grande nome no ramo (ainda que Austin e The Rock tenham sido péssimos no ringue mas grandes nomes feitos por ele). Tudo não acaba na era WCW, Vince Russo foi o que esteve por trás da ascensão daquele que é o melhor wrestler no mundo hoje – AJ Styles, inclusive sendo o que pediu para torná-lo World Heavyweight Champion ainda no princípio da TNA Wrestling. Russo esteve por trás da “criação” daqueles que serão os maiores nomes do wrestling da próxima década, Vince foi o mesmo que fez os perfeitos reinados não só de Kurt Angle e Sting, mas bem como os reinados de AJ Styles e Samoa Joe. Vince esteve por trás da criação da Beer Money, Inc., a melhor tag team desde Arn Anderson e Tully Blanchard, poucos meses após ter feito com perfeição e sem nenhum erro o incrível heel turn de James Storm e o face turn de Chris Harris, dando vida a cada detalhe do fim da America’s Most Wanted para o nascimento de dois dos maiores nomes dos ringues hoje. Russo escreveu com perfeição cada passo para fazer Robert Roode de um simples “jobber” da Team Canada, para um perfeito main eventer provando ser um dos melhores atletas no ramo hoje. Russo foi quem escreveu o melhor PPV da última década – Bound for Glory II (2006). Seu controverso modo apenas é um destaque, na verdade sua maior recompensa ao wrestling é criar os nomes que farão o amanhã. Falar mal e dar destaque aos erros é de total facilidade e costume de grande maioria, reconhecer e dar valor a uma mente brilhante cabe apenas aqueles que analisam antes de fazer péssimos comentários.
Um gênio, um legado. O homem de um sucesso controverso – Vince Russo.
Até a próxima semana.

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O Wrestling em Revista (III)

Postado em 16 agosto 2010 por David Pereira

Antes de mais, volto a agradecer a actividade com que vocês, leitores e comentadores, estiveram na última edição desta rubrica, estou-me a divertir imenso e isso dá-me motivação para fazer ainda melhor. Muito obrigado!
Resposta aos comentários dos leitores


João Victor (WN):
Se existe a possibilidade de termos novo King Of The Ring ou se a WWE deixou de lado esse conceito?

Bem, eu acho que a companhia está interessada em organizar novos torneios do género, até porque há uns meses atrás, deu a escolher essa temática aos fãs para substituir o Survivor Series creio eu.
Eu acho que esse conceito é muito útil, o King Of The Ring seria tão bem-vindo pela minha pessoa que em Fevereiro, ainda no AWP, escrevi um artigo sobre este mesmo assunto, deixo aqui a hiperligação para poderes ver a minha tese bem suportada por fortes argumentos (http://awp-vadalhoco.blogspot.com/2010/02/break-down-walls-125.html).


Wolve (WN):
Que wrestlers eu tirava do roster da TNA e quais eu acrescentava?

Bem, penso que esta pergunta veio no momento certo, pois acho que a TNA está a começar a organizar-se, e a definir um menor lote de lutadores com que conta, por isso, torna-se muito mais fácil para mim definir isso.

Comecemos então pelos que retiraria: Rob Terry (querem um homem grande que saiba lutar têm lá Matt Morgan), Lacey Von Erich (completamente despreparada), Orlando Jordan (não veio acrescentar nada positivo) e Jesse Neal, logo numa primeira linha, falando só daqueles que aparecem praticamente todas as semanas. Depois, despachava alguns que não aparecem muito regularmente, apesar de algum talento, como Brutus Magnus, Tomko, Shark Boy e por aí. No que diz respeito a veteranos, acho que muitos até são úteis, mas por exemplo, Kevin Nash pouco mais pode dar de positivo à empresa, o próprio Sting já foi demasiado exprimido e já esteve mais perto de uma retirada digna, Tommy Dreamer e Raven só poderiam ser inseridos em “storylines” que já todo o mundo viu, é por aí.

Sobre quem acrescentaria? Confesso que não sendo um espectador assíduo da cena independente, gostaria de ver alguns nomes que infelizmente já não posso ver na WWE e que até poderiam ser inseridos em programas bem interessantes como Mickie James, Shelton Benjamin e Charlie Haas (como tag team), Carlito e Shane Helms (a acrescentar “star power” à X-Division) e até falava de Bryan Danielson, mas não o vejo assim tão superior ao Desmond Wolfe para ser muito melhor aproveitado e então é preferível vê-lo em “bookings” independentes.


DARKfm (WN):
Se a TNA beneficiaria mais com a entrada de Heyman ou com a continuidade de Hogan/Bischoff?

Se querem que vos diga, começo a achar que as pessoas colocam o Paul Heyman muito “Overrated”, se ele viesse para a TNA poderia melhor o “booking” talvez, mas isso não iria fazer a meu ver a companhia de Orlando assim tão mais popular de como é. Por muito imaginativo que ele seja, não vejo como um só homem pode ter na cabeça aquilo que vários e também experientes não têm em conjunto. Custa a crer que Eric Bischoff, Hulk Hogan, Vince Russo e seja lá quem for que também esteja metido no “booking” da TNA, com todos os anos de experiência que têm tanto a nível de longevidade, mas também a nível de já terem passado por diferentes companhias em diferentes Eras, e de perceber aquilo que resulta e que não resulta, não consigam fazer e imaginar aquilo que Paul Heyman pode fazer e imaginar com exactamente a mesma matéria-prima. Acho impossível!

Para dizer a verdade, acho que a TNA até se está a organizar bem, começa a seleccionar quem quer utilizar, quem não pretende utilizar, já não se nota tanto aquilo de querem meter 70 membros do “roster” a aparecer no mesmo “show”, com Hogan e Bischoff sem tanta “spotlight”, vê-se um sistema de candidatos principais original, criticado por muitos, mas que contribui muito para que haja mais emoção e espectáculo, vejo as coisas a acontecerem com mais sentido, com os planos para cada lutador a serem bem traçados (veja-se Abyss que finalmente é o que toda a gente queria ver), uma X-Division sem tantos “monkey spots” mas que vai tendo lutadores capazes de proporcionar combates muito animados e com algumas manobras de alto risco, sinceramente, acho que a TNA finalmente começa a construir a sua caminhada para algo de bom.


Fuzii (WN):
Quais são as minhas perspectivas para o reinado de Dolph Ziggler?

Bem, no último ano e meio a WWE tem dado reinados com uma duração minimamente aceitáveis às suas jovens estrelas de forma a pô-las “over” com o público, reparemos no tempo que Kofi Kingston e The Miz foram campeões dos EUA, John Morrison e Drew McIntyre campeões intercontinentais, nenhum deles foi menor do que dois meses, e alguns chegaram mesmo ao meio ano, até com Jack Swagger e Sheamus com os Títulos Mundiais fizeram isso.

Do reinado de Ziggler espero o mesmo, e há condições para ter uma boa duração! À excepção de Cody Rhodes (e quem sabe de Alberto Del Rio), quem precisa de um titulo secundário? Quem nunca o teve? A WWE neste momento tem lutadores como MVP, Matt Hardy e Christian que tanto num momento podem estar a perder combates com o namorado de Vickie Guerrero com o cinto em jogo como na semana seguinte vencerem com toda a normalidade homens com mais valor. O Kofi e o McIntyre já tiveram os seus reinados, e de resto, não vejo mais ninguém que precise do título, por isso, creio que a WWE tem muita margem de manobra para dar um bom percurso como campeão ao Dolph.

BookerSucka (PLL): Quem eu acho que serão as próximas lendas até 2022?

Essa é uma pergunta à qual nem eu nem ninguém pode ter resposta. Estar a tentar prever o que vai acontecer daqui a 12 anos é impossível, e para isso, faço o percurso inverso, que tal recuar a 1998, há exactamente 12 anos atrás? Estávamos no auge das Monday Night Wars com uma WCW que já não existe levava vantagem, o fundador da TNA pertencia aos quadros da WWF, Bret Hart que tinha sido lixado por Vince McMahon hoje é cabeça-de-cartaz do SummerSlam, John Cena, Randy Orton e outros ainda nem treinavam wrestling, nunca se tinha ouvido falar em Smackdown nem em nada do género, como posso vir a saber?

O pro wrestling está feito de uma maneira que mal posso prever o que pode acontecer nos próximos 12 meses, quanto mais 12 anos, em 1998/1999 tínhamos campeões intercontinentais que viraram lendas como Triple H e The Rock, mas também haviam os Val Venis, Road Dogg e Goldust, nada é certo. Creio que se ainda não são vistos desse modo, nessa altura John Cena e Randy Orton serão vistos como lendas, e dos actuais “mid-carders”, talvez The Miz seja aquele em que consigo projectar melhor futuro, mas é sempre imprevisível.


Fabio Kafa (PLL):
Se a WWE está destruindo o seu passado com a PG Era (dando uma falsa impressão do mesmo)?

Bem, não sei ao que concretamente te referes, se ao facto do Steve Austin cada vez que aparecer agora ter uma linguagem mais contida, com o facto dos DX nesta última sua temporada estarem mais contidos, se em alguns segmentos que dizem respeito ao passado, mas a verdade é que, cada vez que esses segmentos aparecem nos “shows”, fazem parte dos mesmos, e se o “show” é PG, é normal que a WWE não coloque lá nada que assim não seja.

Neste momento o passado da WWE serve apenas para vender DVD’s, e na minha opinião, esses DVD’s são comprados por pessoas que conhecem o material em questão, por isso, mesmo que a companhia tente abafar que houve uma Atittude Era, os fãs sabem que ela existiu. Se essa era a essência da pergunta, a resposta é não.

Dizes que os Títulos Mundiais da WWE não têm tanto sentido como dantes porque vencer um várias vezes por ano já é normal. Bem, na verdade, quando não havia tantas mudanças de mãos dos cintos ainda não tínhamos programas semanais, e já lá vão muitos anos, tem sido algo normal, na Atittude Era, os reinados eram geralmente muito pequenos, penso que nenhum chegou mesmo aos seis meses. Eu acho que haver mudanças de títulos frequentes (mas não demasiado) só beneficia o espectáculo, especialmente se houverem muitos lutadores envolvidos nessas trocas, haverá um maior número de campeões mundiais, e às vezes, ter esse estatuto ou não ter faz muita diferença, dá muito mais credibilidade a um wrestler, e quando a WWE tiver com falta de opções para o “Main-Event”, não precisa tanto de forçar uma nova estrela, estão lá já algumas, por exemplo, na Smackdown temos Kane, Rey Mysterio e possivelmente num futuro breve Undertaker a batalharem pelo Titulo Mundial, mas há várias opções para os substituir, há Jack Swagger, Big Show e CM Punk que têm essa vantagem sobre um MVP, Drew McIntyre ou Christian, são mais facilmente vistos como candidatos legítimos. Se recuarmos a 2007, a WWE deu um reinado de mais de um ano a John Cena e os fãs protestaram, muitos deixaram de acompanhar a modalidade porque estavam fartos de ver o mesmo homem PPV atrás de PPV a sair com o Titulo da WWE, agora temos o sentimento de “tudo pode acontecer”, eu gosto disto!


Lucas Godoi (PLL):
Qual a divisão de tag team mais completa das três principais companhias americanas?
Bem, para já, não acompanho ROH. Mas mesmo assim, falar de uma divisão de tag team completa é relativo, porque a TNA tem uma divisão com mais e melhores equipas, e mais entretida, no entanto, a WWE é que a vai utilizando a pensar correctamente tendo em conta o objectivo deste “business”: fazer dinheiro!

Na TNA por exemplo os Beer Money até vendem muitas camisolas, são dos que vendem mais mesmo, mas depois, não lhes podem aproveitar a popularidade porque são apenas uma tag team, e sendo apenas uma tag team, ainda por cima com o nome da equipa a definir a sua própria “gimmick”, é difícil espremê-los assim tão bem, dar-lhes uma lufada de ar fresco e as pessoas acabam por deixar de os engolir da mesma forma. Como equipa, nunca serão as grandes estrelas que a companhia quer criar, e já a WWE pensa na maneira diferente. A WWE deu os títulos de tag team aos Hart Dynasty porque sabe que eles os dois podem ser grandes lutadores a solo, colocou The Miz com Big Show para irem começando a lançar o “Awesome” nos grandes palcos, e tirando nestes últimos tempos, não tem perdido tempo em dar tempo de antena a Cryme Tymes que ninguém quer ver mas sim a equipas com maior popularidade e credibilidade como os Jeri-Show e DX. Na minha opinião, é a forma correcta de ser-se bem sucedido.

No entanto, e tentando perceber o que querias perguntar, e deitando a ROH para fora do assunto pois não acompanho, esta saga dos Beer Money vs. Motor City Machine Guns tem sido clássica e ficará para a história, por isso, responderia TNA, embora… já tenha visto esta divisão com melhores dias.


Rescaldo do Hardcore Justice
Apesar de tudo, um PPV divertido!

Achei que no geral, os lutadores esforçaram-se tanto em tributar a ECW que por vezes se esqueciam de dar algum sentido aos combates, de tal forma que iam havendo acontecimentos que não mistificavam nada o “kayfabe” e que às vezes nem a própria produção do PPV os disfarçava, apanhando lutadores algumas vezes a combinar o que iria acontecer a seguir em flagrante, apenas não se tendo percebido o que iria acontecer.

Houve lá coisas que não fizeram nenhum sentido, especialmente no combate dos Team 3D e no ataque posterior dos Gangstas, como se os lutadores não estivessem a lutar mas sim a brincar ao wrestling, no entanto, e embora tenha torcido o nariz a muita coisa, até foi algo que me divertiu admito.

A cada combate que passava ficava mais ansioso para ver os Main-Events, não sei se isto será uma boa ou uma má indicação. Optaram por ordenar os combates pela sua importância, indo contra os padrões da WWE, que tem optado por dividir os PPV’s em duas partes, geralmente a primeira a terminar com o Main-Event da Smackdown e a segunda a terminar com o Main-Event da Raw.

Talvez por haver uma história por detrás e não haver tanto aquele sentimento de brincar ao wrestling e “bora lá mostrar o que fazíamos há 10/15 anos atrás” o meu combate preferido foi o Tommy Dreamer vs. Raven, e dada a brutalidade desta contenda, penso que RVD e Sabu poderiam ter ido ainda mais ao extremo para guardarem o melhor para o fim.

Sobre a falta de boa forma de alguns lutadores, confesso que pensei que fossemos ver pior do que aquilo que vimos.

Os segmentos com os lutadores da TNA foram medianos e envolvendo os ECW Originals tiveram alguma palhaçada, mas vá, confesso que pensei que iria ser muito pior, não foi um PPV aborrecido, antes pelo contrário.


Tyler Black na WWE
Depois de ser anunciada a contratação do Campeão Mundial da ROH por parte da WWE, decidi ver um pouco do que este jovem é capaz de fazer, e por isso, vi a última edição da ROH Wrestling on HDNet, em que ele enfrentou Christopher Daniels sem o título em jogo.
Um combate pode ser muito pouco para tirar conclusões, mas na verdade, é muito mais do que um “Best of” ou um “Top 10 Moves” daqueles que há no youtube, e de facto, achei-o um bom wrestler, embora não o tenha considerado assim nada de especial, muito ao contrário do seu adversário nessa noite, o veterano “Fallen Angel”.
Vejo que sabe conduzir um bom combate, que é um lutador divertido, sabendo variar entre manobras atléticas e poderosas, no entanto, não vejo onde poderá acrescentar assim grande coisa à WWE, até porque não é dos mais carismáticos que há na Rainha das Indys.

Rescaldo The Whole F’N Show
E realmente, que “show” foi este. Gostei de todos os combates, foram todos muito entretidos, embora me tenha parecido que o “Three Way Dance” fosse demasiado curto.

Os Beer Money e os Motor City Machine Guns acabaram uma série de combates fantásticos, foi do melhor que vi numa divisão de tag team, e embora os “high-flyers” de Detroit tenham levado a melhor, os Beer Money saíram muito bem vistos também, de tal forma que pelo que vi no segmento final ainda vão ter muita importância nos próximos tempos.

Tenho um certo receio com o que vão fazer com os MCMG, eles estão muito “over” e é preciso subir um pouco a fasquia, e é difícil imaginar voos mais altos do que estes que tiveram no último mês. Se há coisa que a TNA até é capaz de fazer e que encaixava aqui muito bem é fazer vários “Open Challenges” frente a grandes equipas, dando-lhes um reinado que espero longo, só espero que não estraguem aquilo que foi feito com eles.

Falando em “Open Challenges”, terei sido o único a ficar com a ideia de que não era bem isto que a TNA queria fazer com Jeff Hardy? Algo me diz que Shannon Moore não foi mais que um Plano B ou C, porque imagino que queriam apresentar um novo reforço e não o conseguiram.

Sobre a história EV 2.0 vs. Fortune, começou bem como começam estas últimas “feuds” Stable vs. Stable, ora seja Frontline vs. MEM, Nexus vs. WWE, etc. Não quero tirar conclusões muito precipitadas porque há certas “storylines” do género que começam bem mas depois desiludem, por isso, lá mais para a frente logo digo o que acho.


Previsão SummerSlam

Bem, confesso que esta “storyline” dos Nexus tem sido algo reacendeu o meu interesse pelo wrestling e que semana após semana é algo que me faz esperar ansiosamente pela próxima edição do SummerSlam, tanto que há muito tempo que não estava tão ansioso por um PPV, talvez desde a Wrestlemania deste ano.

Eu diria que esta história tem sido a melhor construída e ao mesmo tempo a mais entretida que vi na WWE talvez desde o Smackdown vs. Raw de 2005 e que tem feito dos “shows” das últimas semanas talvez os mais entretidos desde Julho de 2008, altura em que CM Punk era Campeão Mundial e na CWO até se falava de uma segunda Atittude Era.

É tão difícil prever este combate! Por um lado, o próximo PPV é o Night of Champions e faz sentido que John Cena esteja presente e provavelmente esta história terminada, o que indicaria uma vitória da equipa WWE, mas ao mesmo tempo, os efeitos dos Nexus têm sido tão positivos que foram ao NXT e subiram a audiência, o público está a aderir muito bem a todos os níveis, e eu torço para que isto se prolongue por mais uns tempos, talvez até ao Hell in a Cell, com um mega combate que arrumasse a questão, e isso significaria que os Nexus venceriam.

Terminasse isto como terminasse, gostava que tivesse algo de surpreendente, até faz sentido o Cena vir-se em desvantagem, dar uma de Super-homem e fazer valer-se como meia equipa, dando cabo sozinho de muitos dos “rookies”, ou sobreviver juntamente com Bret, Edge e Jericho ou mesmo só com Bret, mas não queria isso. Eu gosto muito do John Cena, mas desta vez queria algo diferente, seria tão interessante vê-lo como primeiro a ser eliminado!

A Team WWE saiu por cima na última Raw, isto pode querer dizer que ou perdem, ou pelo menos passam um muito mau bocado no SummerSlam, a ver vamos! No entanto, eu aposto neles.

Qualquer outro combate não me dá tanto interesse como este, mas a WWE tem espremido bem o “card”, sobretudo no que diz respeito à Raw, e não me surpreenderia nada se depois do Orton vs. Sheamus víssemos The Miz a fazer o “cash in” e logo a seguir Wade Barrett também querer cobrar a sua oportunidade por ter vencido a primeira temporada do NXT. Era interessante a Team WWE pensar que se tinham visto livre dos Nexus, e depois Wade Barrett relançar a história tornando-se campeão pouco tempo depois. Poderá haver muitas surpresas, mas também não descarto que não hajam interferências depois do combate e que tanto Sheamus ou o “super over” Randy Orton saiam do evento como campeões.

O Rey Mysterio vs. Kane parece-me algo imprevisível, não me surpreenderia se ainda fosse transformado num “Casket Match” ou se Undertaker fizesse uma aparição. Mysterio aparece com o Titulo Mundial no “poster” do Night of Champions e isso pode querer dizer alguma coisa, no entanto, viria com toda a normalidade que os irmãos se defrontassem pelo título nesse PPV.

Dos restantes combates, acho que até se podem fazer coisas interessantes, e que à excepção do Ziggler vs. Kofi, não há um que seja muito fácil de se prever.

Para terminar, uma referência a Lance Cade, que faleceu na passada sexta-feira, a meu ver ainda tinha muito para dar ao mundo do wrestling, era jovem, tinha um bom corpo e podia ser bem aproveitado, enfim, que descanse em paz.

Por hoje fico-me por aqui, espero que continuem a comentar porque foi para desfrutar da interacção com os leitores que escolhi este blogue!

Peço para que coloquem em cima da mesa temas sobre os quais gostariam de ler a minha opinião, é algo que se pode tornar bem divertido e que pode acabar sempre num agradável debate.

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Minha despedida

Postado em 11 agosto 2010 por Marco Shouji

Saudações, amigos da luta livre!

Nesse tempo em que vi o PLL nascer e crescer, vi como ele ajudou a luta livre em nosso país. Como hoje estamos com o esporte mais difundido do que antes, e como o apoio de um “pequeno” site ajudou inclusive empresários brasileiros a voltarem ao ar.

Também vi a massa de fãs crescer consideravelmente, comentando notícias, descendo a lenha em shows que não foram de seu agrado, e sobretudo, respeitando cada vez mais o profissional por trás dos ringues. Muita coisa mudou para melhor, e tenho um enorme orgulho de ter feito parte disso.

Infelizmente, não é só da luta livre que vivemos. Nós, seres humanos, temos nossas vidas, com problemas diversos, e metas a conquistar. Vez ou outra precisamos fazer escolhas para que avancemos. Escolhas que podem ser difíceis, escolhas que quem sabe um dia não se mostram erradas?

Mas, infelizmente, uma das escolhas que tenho que fazer para seguir com minha vida e com minhas metas é deixar o Portal da Luta Livre. É algo que dói pra mim, ter que escolher isso. Mas tenho a convicção que batalhei bastante por esse projeto, e não só ele cresceu como também ajudou as coisas à sua volta a crescerem.

Por essa razão, hoje, já não faço mais parte do quadro de membros do Portal da Luta Livre. Sei que meu nome ficará sempre guardado como fundador, mas agora é hora de deixar o projeto em mãos competentes e seguir o meu rumo.

Iran Santiago passa a ser o famoso “cabeça da parada”, como por muitas vezes me descrevi. Sugeri uma pessoa para auxiliá-lo nesta empreitada. Espero que ela aceite. Vocês saberão quem é em breve.

No mais, só quero agradecer a todos que estiveram comigo nesses quase três anos. São muitos nomes, e com certeza não me lembrarei de todos, mas agradeço ao nosso co-fundador Igor Lopes, Raphael Tadeu, nosso primeiro administrador, meu grande amigo Mateus Rodrigues, que começou com a idéia de um podcast sobre luta livre, ao Bob Júnior, que sempre incentivou este projeto, ao Luiz Modesti e sua esposa Vanessa, grandes pessoas, a Vinícius Pizzimenti, que sempre ofereceu seu apoio, a todos nossos parceiros,a toda essa equipe maravilhosa que fez e faz do PLL o que ele é hoje, e sobretudo, a um irmão que ganhei nessa empreitada, meu querido Iran Santiago.

Falta mais uma pessoa, no meio de tantos nomes que não me lembro. Essa pessoa é você. Obrigado pelo carinho, e por ter acompanhado o meu trabalho. Sou muito grato a isso. E tenha a certeza que o Portal da Luta Livre seguirá com sua missão de lhe informar e lhe entreter, como já faz parte de nossa filosofia aqui.

MUITO OBRIGADO POR TUDO, PORTAL DA LUTA LIVRE!

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O Wrestling em Revista (II)

Postado em 10 agosto 2010 por David Pereira

Antes de mais, um grande obrigado pela calorosa recepção a que foi alvo no meu primeiro artigo aqui na semana passada e também pelo bom número de comentários que surgiu, foi por um bom debate que escolhi este blogue, e parece que os resultados começam a aparecer!

Vamos então ao que interessa!

Resposta aos comentários dos leitores

Curtis “The Most Value”: Disseste que não gostavas de um PPV com a temática “Hell in a Cell” porque se perde aquela mística de serem duas estrelas a culminar na grande jaula uma “feud” que só ali pode acabar. Também falaste que o “Hell in a Cell” é o pátio de homens como Triple H, Mick Foley e principalmente Undertaker, e que toda essa mística se perde com um PPV com essa temática. Terei de concordar!

Porém, há que pensar que cada vez é mais difícil inovar porque parece que já tudo foi inventado, e que daqui a poucos anos, todos esses homens deixarão de fazer parte do panorama do wrestling, e o que fazer então? Deixar de fazer “Hell in a Cells”? Financeiramente, essa não é a solução que mais agrade à WWE.

Daí, eu achar que a companhia faz bem em apostar um PPV do género, e se reparares, com uma localização na grelha de grandes eventos bem definida: é o segundo a seguir ao SummerSlam!

O que isto quer dizer? Quer dizer que o SummerSlam é a “Wrestlemania de Verão”, onde as “feuds” têm o seu primeiro combate, depois, vem um outro PPV que no ano passado foi o Breaking Point e este ano será o Night of Champions, e finalmente, o Hell in a Cell onde as “feuds” começadas no maior evento do Verão terminam, ou seja, está posicionado estrategicamente. E dentro do próprio PPV os combates com essa temática também ficam o melhor distribuídos possível, nunca havendo dois seguidos.

Resumidamente, a WWE percebe o problema que apontas e implantou a melhor estratégia possível para que os efeitos negativos sejam abafados.

Quem acho que dos “rookies” da primeira e segunda temporada do NXT irão fazer parte do “roster” da WWE?

Bem, antes de mais, devo dizer, que sobretudo agora que Daniel Bryan já está a milhas, acho que os “rookies” da segunda temporada, são, em termos gerais, melhores que os da primeira.

Dos Nexus, acredito, que para já, só Wade Barrett fique no “roster”, e mesmo assim, não vejo assim nada de especial nele que me faça olhar para ele como uma futura grande estrela. Ainda não me convenceu!

Acho que a WWE tem já um plano traçado para os Nexus, e suspeito que seja algo parecido com o que fizeram com os Spirit Squad, embora não tenha resultado aí. Essa “stable” que apareceu durante 2006 continha cinco lutadores, serviu para animar um pouco a WWE durante alguns meses, mas acabou por acabar, e sobrar apenas um membro no “roster”, que na altura era Kenny, falado como o mais promissor. Embora, dois anos depois, Dolph Ziggler, que no grupo tinha o nome de Nicky, acabasse por aparecer na Raw totalmente reinventado e sem lhe terem dado qualquer ligação com os antigos chefes de claque masculinos.

Aí, o “push” de Kenny não resultou, mas também há razões para isso: não era um grupo que tenha sido assim tão levado a sério e eram todos muito parecidos, daí ninguém sobressair muito, embora a WWE tivesse sempre feito um esforço para mostrar quem era o Kenny.

Com os Nexus, vejo algo semelhante, penso que acabarão por ser destruídos, seis voltarão aos escalões de desenvolvimento da WWE, e Wade Barrett será o “Kenny” dos Nexus. Mas como é um grupo que tem estado a ser levado muito a sério e porque são todos diferentes e todos sabem quem é o inglês, tem tudo para resultar!
Creio que os outros, mais tarde ou mais cedo poderão ficar definitivamente no “roster” principal, mas que para já, a aposta é Wade Barrett.

No que concerne à segunda temporada, confesso que gostaria de que ficasse nos programas semanais da WWE alguém que pudesse acrescentar algo aos mesmos, e olhando para estes seis, vem-me um nome logo à cabeça: Kaval, que tem um estilo e um “look” algo únicos, é diferente de tudo o que temos na WWE.

No entanto, logo a seguir, vem-me outro nome: Husky Harris, um jovem com um estilo e um “look” diferente daquilo que temos por lá, no entanto, já vimos alguns semelhantes e por isso a minha preferência vá para o Low Ki.

De resto, há lá muita gente com talento, sobretudo o Michael McGillicutty, no entanto, não acredito que acrescente algo que a WWE já não tenha assim como os dois que referi anteriormente.

Anónimo: Olhando à primeira vista para a “gimmick” do Zack Ryder, até parece que é “cool” e que tem algum futuro, mas não, não lhe trás seriedade, não lhe dá o “look” de um campeão e em ringue ainda só o vi fazer um combate de jeito, com Christian no ano passado na ECW. É um trapalhão, nunca vai passar de onde está e o mais provável é ser despedido.
NunoTaker/UnderFANtaker: O Dolph Ziggler passou por uma mudança, ele já nem diz isso, e não acredito que o Cody Rhodes por muito que esprema esta “gimmick” chegue a lado algum
.
Como “heel”, tem de criar um ódio no público, e esse ódio cria-se através da inveja, e pergunto? Será Cody Rhodes assim tão bem parecido e elegante como realmente diz ser? Penso que não.

Falam que “gimmicks” do género resultaram, mencionando-se muitas vezes Shawn Michaels pelos tiques “abichanados”, no entanto, esquecem-se que ele foi de certo modo um pioneiro no que diz respeito aos longos cabelos loiros na WWF, Cody não é nada de novo, já houve muitas personagens do género.

Depois, “HBK” soube-se reinventar ao ponto de em 1992 ganhar a alcunha de “Heart Break Kid” mas só com o passar dos anos, quando mostrou que para além disso era também um “The Show Stopper”, é que conseguiu fixar-se no “Main-Event”, foram precisos quatro anos! Ah, e Michaels era um fora-de-série! Algo que parece que o filho de Dusty Rhodes está longe de ser.

Falou-se aí de Lex Luger, mas lá está, Luger tinha um corpo que fazia inveja ao público, tem razões para se gabar, isso sim gera “heat” entre a plateia.

Já sobre o Ted DiBiase, se ele é filho de um homem rico, do “Million Dollar Man”, acho que só faz é todo o sentido em aparecer como “o filho afortunado”, é daquelas “gimmicks” que fazem todo o sentido serem “herdadas”. Além disso, não me parece que a personagem seja assim tão parecida com a do pai, acho que foi muito bem reinventada e o que lhe falta é apenas mais tempo de antena para mostrar-se e para gerar “heat”.

Mamede: Se acho que Paul Heyman conseguirá co-existir com a dupla Hogan/Bischoff na TNA?

Bem, acho que as negociações já decorrem há algum tempo, e que portanto, será definido o papel que cada um terá, sem que haja choques frontais. Se a TNA está interessada em Heyman, é porque Hogan e Bischoff estão também interessados nele para fazer da companhia mais forte.

Agora, e se me é permitida a opinião, porque não acompanhei assim tanto o passado destes três, parecem-me ser homens que gostam muito de tomar decisões por eles próprios, parecem-me muito autónomos e que gostam de ver as coisas à sua maneira, e por vezes, quando não estão sozinhos no comando mas têm de trabalhar em conjunto, há conflitos, e foi isso que fez com que Paul Heyman deixasse a WWE nos finais de 2006.
Recordo que os motivos foi uma ruptura com Vince McMahon sobre a Elimination Chamber do December to Dismember. Heyman queria que CM Punk eliminasse Big Show via submissão logo no inicio do combate, mas McMahon era a favor de o gigante (que na altura era campeão da ECW) ficasse para o fim para ser derrotado por Bobby Lashley, que iria virar no novo herói da plateia. Quando duas personalidades fortes têm de tomar decisões em conjunto e por vezes estão em desacordo, pode haver graves e irrecuperáveis rupturas. Por muita liberdade que possam dar a Heyman, haverá sempre alguém que meta o dedo no assunto e isso pode gerar conflitos. A ver vamos, ainda nada é certo.
Que lutador da TNA eu mais gostaria de ver na WWE?

Depois de saber que Consequences Creed estava de malas aviadas para a WWE, onde já actua na FCW, pus-me a pensar em que lutador da TNA eu mais gostaria de ver na WWE.

E quando falo nisto, não penso numa medida a curto-prazo, do género, “gostava de ver lutador x da TNA a trabalhar com y da WWE”, não, falo em lutadores que iriam acrescentar mais à programação actual e no fundo, dos últimos anos da companhia de Stamford.

Matutei vezes sem conta e apenas um nome me veio à cabeça com alguma convicção, esse nome é Samoa Joe!

Quando falamos de Samoa Joe falamos de alguém diferente, mas alguém que não deixa de ser excelente! Ele tem aquele estilo de “vim aqui para despachar isto!”, não é um lutador que mostra o seu wrestling da versão mais romântica, é bruto, é “stiff”, tem um “look” e um estilo que me ficou na cabeça desde a primeira vez que o vi, corria o Verão de 2006 e estava eu a vê-lo a espancar o Sabu num PPV qualquer da TNA que apareceu na Eurosport.

Tem uma personagem intensa, tem aquele ar de gordo mas é extremamente ágil e técnico, e era bom aparecer assim na WWE, aposto que teria sucesso, imagino-o inserido em “storylines” bem interessantes e a fazer excelentes combates, relembro que estamos a falar do senhor com mais “Five Stars Matches” do século XXI.
Heat nos bastidores entre Randy Orton e The Miz
Para mim é tudo falso! Depois das situações com Mr. Kennedy e Kofi Kingston, há por aí quem esteja á caça da próxima vítima de Randy Orton, e com certeza viu que o “Viper” quando iniciou o seu “comeback” e começou a aplicar as “Clotheslines”, começou a gritar algo que não se percebia bem, e tirou conclusões precipitadas, penso que foi isso.

Se foi uma situação nos bastidores, porque só se soube disso uma semana depois, quando o programa passou no ar? É que com certeza quem lançou no ar esta situação se esqueceu que a Raw já tinha sido gravada sete dias antes, pois a WWE neste momento está em terras australianas.
Hardcore Justice e Whole F’N Show (Sem Spoilers)

Sinceramente, porque não tentar juntar um pouco dos dois?

O que a TNA vai ganhar com o Hardcore Justice? Alguns dólares em vendas, e então? Que estrelas isto vai ajudar a formarem-se? Que publicidade pode dar isto para a TNA e para os seus “shows” semanais se a maioria dos participantes neste evento nem pertence ao “roster” ou tenha um grande futuro nele? Porquê fazer isto se nem se podia fazer um DVD falando da carreira dos intervenientes?

Quando a WWE fez o One Night Stand 2005, foi um sucesso sim, mas para além de ter sido há cinco anos (o que significa que os lutadores estavam cinco anos mais novos, o que faz muita diferença), foi a WWE a promover o evento e não foi algo organizado só por Tommy Dreamer e companhia, a companhia de Vince McMahon disponibilizou alguns dos membros do seu “roster” com ligações à ECW e com algo para dar ainda ao pro wrestling como Rey Mysterio, Chris Benoit, Chris Jericho ou Eddie Guerrero.

Aqui a TNA vai fazer um “show” com ECW Originals, e pergunto-me, porque não adicionar alguns membros do seu “roster” à festa? Abyss também é conhecido pelas suas experiências no “Hardcore” e podia ter aqui o seu combate com RVD, Jeff Hardy é um extremista e podia também ter aqui o seu “Open Challenge”, os Motor City Machine Guns e os Beer Money têm deitado a casa abaixo todas as semanas no Impact e têm sido na minha opinião do mais extremo que eu já vi na divisão de tag team, porque não dar-lhes aqui o combate decisivo?

Recordo que a estrela que toda a gente tem mais expectativa de ver é Sabu, que segundo alguns relatos já deu tudo o que tinha a dar desde que saiu da WWE, e mais… senhores destes são daqueles que muitas vezes se comprometem a aparecer e chegam ao dia e não aparecem, algo me diz que o “booking” da TNA ainda há-de fazer muita coisa em cima do joelho.
Divisão feminina da TNA
Antigamente o que não faltava aqui era variedade e qualidade, tínhamos talento em todos os estilos e feitios possíveis: Awesome Kong que foi uma besta feminina como nunca houve igual na “main-stream”, tínhamos Gail Kim como a “Diva”, um grupo que na altura era a grande atracção do Impact e que agora se está a arrastar chamado Beautiful People, tínhamos Roxxi que na altura era a “Queen of Hardcore”, a própria ODB com um estilo muito próprio, uma Taylor Wilde muito mexida e mais algumas “Knockouts” que acrescentavam sempre algo à divisão.

E passou-se do 80 ao 8, com uma Madison Rayne que é campeã sem saber ler nem escrever, muitas lutadoras que por isto ou por aquilo já não estão na TNA, uma Lacey Von Erich completamente despreparada, uma autêntica trapalhona (!), foi até à última quinta-feira campeã de tag team das Knockouts, títulos agora na posse de Hamada e Taylor Wilde, senhoras que se não me falha a memória nem sequer eram uma equipa e surgem assim do nada todas coordenadas com uma oportunidade pelos cintos, cintos esses que já nem faz sentido existirem.

Angelina Love parece que já não é o que era, e ainda temos uma misteriosa motoqueira, que entra e sai da arena de mota, o que até nem faz muito sentido. Pela sua fisionomia, acho que já toda a gente percebeu que se trata de Tara, que agora ajuda Madison Rayne… que há uns tempos a supostamente tinha enviado para a reforma. Wow!
Por hoje fico-me por aqui, espero que continuem a comentar porque foi para desfrutar da interacção com os leitores que escolhi este blogue!
Peço para que coloquem em cima da mesa temas sobre os quais gostariam de ler a minha opinião, é algo que se pode tornar bem divertido e que pode acabar sempre num agradável debate.

PS: Wolve e João Victor, vi os vossos comentários já tarde, garanto que na próxima edição responderei a essas questões, peço desculpa pelo atraso.

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O Wrestling em Revista (I)

Postado em 02 agosto 2010 por David Pereira

Night of Champions a seguir ao SummerSlam
Costumam chamar ao SummerSlam a “Wrestlemania de Verão”, mas indo por essa perspectiva, a seguir a uma Wrestlemania, surge sempre um PPV com algumas desforras, nas quais são acrescentadas alguns elementos ou estipulações.
Ora o Night of Champions é talvez o PPV mais limitado da WWE, só temos combates pelos títulos, e são pelos títulos todos, e há estrelas que não podem ficar de fora do evento (John Cena cof cof), o que logicamente faz com que o “booking” não tenha outra hipótese do que pôr muitas vezes tudo ao molho.

O SummerSlam deste ano ou muito me engano ou vai ter menos “hype” que os anteriores, porque nem temos combates com estipulações especiais (ao invés do TLC e Hell in a Cell de anos anteriores), não temos regressos anunciados (ao invés dos DX, Undertaker, Rey Mysterio e Triple H de anos anteriores), não temos combates que acontecem pela primeira vez e por isso duvido que venda mais que um PPV normal. No entanto, o SummerSlam é um evento com história, e sendo apelidado de “Wrestlemania de Verão”, terá sempre uma certa atenção especial, e com o Night of Champions a seguir a WWE não vai conseguir estender o “hype” de certas “storylines” porque se trata de um PPV com combates geralmente curtos (embora este ano sem o Titulo da ECW dê para fazer mais) e por isso duvido que metem aqui estipulações, e porque é algo que tem de vender, pode “spoilar” um pouco o SummerSlam, pois ninguém imagina um Cena apto fora dum evento desses, ou seja, a sua equipa deverá vencer o 7×7 para que ele se envolva na luta pelo Titulo da WWE só para encher chouriços.

Pergunto: não podiam ter pensado nisto antes? Não era preferível ter trocado por exemplo o Fatal Four Way com o Night of Champions na grelha de PPVs?
Raw desta semana
Faz tão bem à programação estarmos perto de um grande PPV! Gostei imenso da Raw desta semana, a girar à volta da “storyline” Raw vs. Nexus, e também com o seu bom tempo de antena à promoção do Sheamus vs. Orton do SummerSlam.

Geralmente, como pontos fracos do programa temos as palhaçadas com os Guest Hosts, o tempo de antena de Divas e os já famosos enche chouriços com Santino, Regal, Kozlov e companhia, mas esta semana, só tivemos as Divas, e que bem rápida acção que foi essa.
The Miz

A antiga estrela de “reality shows” é sem dúvida um dos homens do momento da WWE.

A primeira imagem que nos vem à cabeça de um protótipo de Campeão Mundial é de alguém sério, intenso, maduro e concentrado, são essas as características que dão credibilidade a um campeão e The Miz tem vindo a demonstrar que tem tudo isso, tanto por mérito próprio como pela mudança que sofreu a meio de 2009, tanto a nível de “look”, música e atitude.

Confesso que fui dos muitos que não iam à bola com ele mas tenho de dar a mão à palmatória, já não parece um palhaço com cara de cavalo e comportamentos infantis mas sim um futuro Campeão da WWE.

Tenho estado a gostar imenso da sua ascensão, espero que faça o “cash in” da sua mala mas era divertido passar antes por pelo menos uma boa “feud”, eu bem me lembro como foi entretido ver o Mr. Kennedy nos finais de 2006, venceu uma série de ex-campeões mundiais e tinha um bom tempo de antena no micro para se gabar disso, era bastante positivo fazerem isso com Miz, ele como “heel” faz lembrar o fala-barato do Kennedy, parece ter a irreverência do Edge, o “good look” do Orton, saber irritar como Chris Jericho e ainda tem uma “catch-phrase”, dêem-lhe o “booking” correcto por favor.


Eliminação de Eli Cottonwood do NXT
A meu ver foi bastante justa a eliminação desta semana no NXT. Aliás, já a primeira, de Titus O’Neill, tinha sido do meu agrado.

Dos sete que restavam, Eli para mim era sem dúvida o menos entusiasmante e será bom para o programa que ele vá desaparecendo, até porque estou a gostar desta segunda temporada, arrisco-me a dizer que há aqui lutadores mais talentosos do que na primeira.
A próxima “Breakout Star” deverá ser alguém que acrescente algo positivo à WWE, é bom não vermos mais do mesmo, e aqui há jovens bastante interessantes.
Temos o favorito da Internet, Kaval, que tem um estilo único, mas um pouco à imagem de Daniel Bryan, tem pecado pela falta de vitórias.
Michael McGillicutty parece-me bastante completo, no entanto, penso que falta-lhe “Hennig” no seu “ring name”. Se as pessoas souberem que é filho de Curt Hennig, o Mr. Perfect, mais depressa lhe darão uma atenção especial, e depois, arranjaram-lhe um apelido algo estranho… alguém imagina um público gritar por “McGillicutty”? Nomes mais simples dá mais motivação à plateia para gritar por eles.

O Husky Harris também tem um “look” muito original e alguma qualidade no ringue merecedora de atenção.

Há Percy Watson, e acho bem que seja integrado no “roster”, não com o intuito de ser uma próxima estrela, mas sim de renovar a secção dos “comedy jerks” da WWE porque Santino é bom mas já cansa.
Por fim, e embora não tenha reparado com grande pormenor para Lucky Cannon e Alex Riley parecem-me os dois talentosos, mas se calhar, por não lhes dar grande atenção, significa que pouco possam acrescentar aquilo que a WWE já tem no seu “roster”.
DVD de Chris Jericho
Confesso que todos os DVD’s lançados sobre wrestlers me têm passado um pouco ao lado, mas aqui está um que me dará bastante motivação ver.

Chama-se “Breaking The Code: Behind The Walls of Jericho” e será sobre o lutador que talvez mais mexe comigo na pro wrestling actualmente.

Mesmo para quem não seja grande admirador de Chris Jericho, certamente achará este DVD interessantíssimo, terá histórias sobre a sua carreira um pouco pelos quatro cantos do mundo, tanto nos finais dos anos 80/inicio dos anos 90 na “Lucha Libre”, “Puroresu”, ECW e WCW, assim como a sua ingressão na WWF ainda durante a Atittude Era até aos dias de hoje.

Provavelmente, todos pensam “como é que Steve Austin teria tanto sucesso em PG?”, e penso que aqui terão a oportunidade de ver que “Y2J” foi um dos homens que mais sofreu com esta mudança.

As promos de sexta à noite
Acreditem ou não, não gosto da personagem do Undertaker e tudo a que a rodeia, porque acho que tornam o produto pouco real e credível. Sou da opinião que se deve tentar aproximar isto o mais possível da realidade, inclusive até investir em “shoot promos”.

Para quem tem visto Smackdown, com certeza tem levado nas últimas semanas com “promos” do Kane que embora ele esteja a desempenhar o trabalho da melhor maneira possível, demonstrando que é um bom “worker”, a verdade é que não gosto delas, pelo seu conteúdo, mas um pouco também pela forma… música de fundo? Imagens a acompanhar o que ele diz? Não papo!
Mas tomara que as únicas “promos” que eu não gosto durante as noites de sexta-feira fossem as de Kane. Existe por lá um rapazinho com algum potencial (embora eu não o veja com o “look” de um campeão) mas com uma “gimmick” suicida, daquelas que abundam na “jobalhada”, falo de “Dashing” Cody Rhodes. Odeio a personagem, odeio aqueles seus momentos “a la SIC Mulher” e depois vejo que de “gimmicks” abichanadas há fartura de “jobbers” como Val Venis, Zack Ryder e alguns outros que nunca foram ninguém na vida.
Novo Centro de Treinos de Wrestling na Baixa da Banheira
Foi com muito orgulho e satisfação que participei na sessão de treinos gratuita que o Centro de Treinos de Wrestling (com ligação a lutadores da WSW) realizou na Baixa da Banheira, na Margem Sul do Tejo.

Foi uma tarde divertida, em que os alunos aprenderam a cair, a correr nas cordas, a fazer algum “chain wrestling” e a aplicar e a sofrer uns “Body-Slams”, estando Vanhell (Red Eagle) e David Francisco no comando das operações.

No final, fomos brindados com três combates entre alunos de Lisboa:

Lobo da Noite venceu o “Camionista” Albano Pina
Dianna Dark venceu Juliana
Vanhell venceu “Fantástico” David Francisco numa contenda à melhor de três
Foi uma experiência incrível para mim e aconselho a todos aqueles que tiverem o sonho de um dia subir ao ringue e fazer um pouco de wrestling, para não adiarem isso, dirigem-se à Academia mais próxima e treinem.

Peço desculpa por não falar em TNA, apenas quero esperar pelo Impact da próxima semana para me aperceber melhor do que irá acontecer no Hardcore Justice e no The Whole F’N Show.
Dou assim por terminada a primeira edição de “O wrestling em revista”, mas para a semana quero regressar e ter aqui um espaço muito mais interactivo.
Esta semana falei talvez de mais coisas do que as que planearei fazer para as próximas semanas devido a já há muito tempo que não opinava sobre esta modalidade, por isso peço para lançarem aqui na caixa de comentários alguns temas sobre os quais gostariam de saber a minha opinião, funcionando (e mais uma vez com comparações à parte) de uma forma mais semelhante com aquilo que o JR faz no seu blogue.
Responderei, portanto, a todas as perguntas que me forem feitas e falarei de todos os temas que me forem sugeridos com a máxima dedicação e empenho.

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Forgotten Memories #15

Postado em 25 julho 2010 por David Pereira

Antes de mais, devo dizer que este combate foi uma sugestão do Fabinho no Forgotten Memories #12, o meu agradecimento a ele e espero que volte a pedir combates, assim como todos os leitores.

Combate:
The Rock (c) (c/Mark Henry) vs. Triple H (c/Chyna) pelo Título Intercontinental

Estipulação:
Ladder Match

Evento:
SummerSlam 1998

Local:
Madison Square Garden em Nova Iorque, Nova Iorque

Data:
30 de Agosto de 1998

Background:
O reinado de The Rock como Campeão Intercontinental começou no Raw is War de 8 de Dezembro de 1997, na noite a seguir a não conseguir conquistá-lo no In Your House: D-Generation X. Vince McMahon ordenou Steve Austin (que na altura detinha o titulo) a entregar o cinto a The Rock, algo que este fez, no entanto, aplicou no novo campeão um poderoso “Stunner”.

O primeiro desafio do “Rocky” foi Ken Shamrock no Royal Rumble 1998, vencendo-o por desqualificação, após o árbitro Mike Chioda reverter uma decisão que era então favorável ao lutador de MMA.

Nesse mesmo evento, e nas semanas seguintes, a Nation of Domination envolveu-se em alguns problemas com Ahmed Johnson e os The Disciples of Apocalypse e portanto foi marcado um combate de dez homens entre a equipa de Ken Shamrock, Ahmed Johnson, Chainz, Skull 8-Ball frente a The Rock, Faarooq, D’Lo Brown, Kama Mustafa e Mark Henry para o No Way Out of Texas: In Your House. A equipa de Shamrock veria a vencer após este fazer desistir o Campeão Intercontinental com um “Ankle Lock”. Após o confronto o “The Great One” envolveu-se em palavras acesas com o líder da sua “stable”, Faarooq.

Foi então marcado um combate entre Shamrock e The Rock para a Wrestlemania, que mais uma vez, o “Brahma Bull” venceu por desqualificação após o árbitro reverter uma decisão inicial favorável ao lutador de MMA, que furioso, continuou a atacar o seu adversário após a contenda ter terminado.

Entretanto, The Rock virou-se contra Faarooq, começando uma “feud” com ele, defendendo o seu título com sucesso após um “Roll Up” no Over the Edge: In Your House, e ao mesmo tempo, os Nation of Domination começavam uma rivalidade com os D-Generation X.

No King of The Ring 1998, The Rock chegou à final batendo Triple H nos quartos-de-final, mas sendo eliminado pelo seu velho rival Ken Shamrock na final.

A próxima “feud” de The Rock seria mesmo com o “The Game”, que com a lesão de Shawn Michaels, viria a tornar-se no líder dos DX. Assim sendo, os dois líderes de duas das facções mais dominantes da WWF estavam frente a frente.
O primeiro confronto entre os dois novos rivais foi no Fully Loaded: In Your House, num “2 out of 3 falls match”, e numa altura em que estava 1-1 e Triple H tinha acabado de executar um “Pedigree” e avançava para o “pin”, o tempo limite de 30 minutos expirou e por isso o “Brahma Bull” continuou campeão.

Foi marcada uma desforra entre os dois, no SummerSlam, mas desta vez, seria num “Ladder Match”.

Combate:

Edições anteriores:

- 24.11.1983: Harley Race vs. Ric Flair num Steel Cage Match (Starrcade 1983)

- 29.03.1987: Ricky Steamboat vs. Randy Savage (Wrestlemania III)

- 04.07.1987: Road Warriors, Nikita Koloff, Dusty Rhodes e Paul Ellering vs. Ric Flair, Arn Anderson, Lex Luger, Tully Blanchard e James J. Dillon num War Games Match (The Great American Bash 1987)

- 24.01.1993: Shawn Michaels vs. Marty Janetty (Royal Rumble 1993)

- 20.03.1994: Shawn Michaels vs. Razor Ramon num Ladder Match (Wrestlemania X)

- 29.08.1994: Bret Hart vs. Owen Hart num Steel Cage Match (SummerSlam 1994)

- 02.04.1995: Diesel vs. Shawn Michaels (Wrestlemania XI)

- 19.11.1995: Diesel vs. Bret Hart (Survivor Series 1995)

- 31.03.1996: Bret Hart vs. Shawn Michaels num 60-Minutes Iron Man Match (Wrestlemania XII)

- 28.04.1996: Shawn Michaels vs. Diesel (In Your House 7: Good Friends, Better Enemies)

- 19.01.1997: Sycho Sid vs. Shawn Michaels (Royal Rumble 1997)

- 23.03.1997: Bret Hart vs. Steve Austin num Submission Match (Wrestlemania 13)

- 05.10.1997: Shawn Michaels vs. The Undertaker num Hell in a Cell Match (Badd Blood 1997)

- 28.06.1998: The Undertaker vs. Mankind num Hell in a Cell Match (King Of The Ring 1998)

- 24.01.1999: Mankind vs. The Rock num “I Quit” Match (Royal Rumble 1999)

- 02.04.2000: The Dudley Boyz vs. Edge e Christian vs. The Hardy Boyz num Triangle Ladder Match (Wrestlemania 2000)

- 21.05.2000: The Rock vs. Triple H num 60-Minutes Iron Man Match (Judgment Day 2000)

- 01.04.2001: The Undertaker vs. Triple H (Wrestlemania X-Seven)

- 17.03.2002: The Rock vs. Hollywood Hulk Hogan (Wrestlemania X8)

- 17.11.2002: Triple H vs. Shawn Michaels vs. Booker T vs. Rob Van Dam vs. Kane vs. Chris Jericho numa Elimination Chamber (Survivor Series 2002)

- 24.08.2003: Triple H vs. Goldberg vs. Chris Jericho vs. Randy Orton vs. Kevin Nash vs. Shawn Michaels numa Elimination Chamber (SummerSlam 2003)

- 16.09.2003: Kurt Angle vs. Brock Lesnar num 60-Minutes Iron Man Match (Smackdown)

- 24.04.2005: Sean Waltman, Diamond Dallas Page e B.G. James vs. Jeff Jarrett, Monty Brown e The Outlaw num Lethal Lockdown (Lockdown 2005)

- 22.05.2005: John Cena vs. JBL num “I Quit” Match (Judgment Day 2005)

PS: Dêem sugestões sobre próximos combates a serem analisados

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As Escolhas de Jericó (XI)

Postado em 18 julho 2010 por David Pereira

Olá a todos, sejam bem-vindos a mais um “As Escolhas de Jericó”. A edição de hoje é dedicada ao Unforgiven/Breaking Point, e porquê? Porque este ano o Night of Champions ocupou o “spot” desse PPV, e como Money in the Bank conhece a sua primeira edição hoje e o Unforgiven/Breaking Point vai sair da grelha anual.

Recordo que o Unforgiven teve a sua primeira edição em Abril de 1998, incluindo-se no grupo de PPV’s denominado “In Your House”.
No ano seguinte passou a fazer parte do grupo de PPV’s anuais e a realizar-se em Setembro.
Em 2002, com a formação da Smackdown como brand passou a ser um evento promovido por ambas as brands e não apenas pela única existente até à data, a Raw.
De 2003 a 2006, o Unforgiven foi exclusivo da brand encarnada e a partir de 2007 voltou a ser Multibrand.
Em 2009, o PPV foi substituído na grelha anual pelo Breaking Point.

Nas linhas que se seguem, irei falar sobre aqueles que foram para mim os cinco momentos mais marcantes da história do Unforgiven/Breaking Point.
Take a look!

5º Lugar – Começa o legado do “Assassino de Lendas” (2003)

No Bad Blood de 2003, Ric Flair venceu Shawn Michaels com a ajuda de Randy Orton, um mês depois, foi Chris Jericho a vencer “HBK” com a ajuda do jovem membro dos Evolution. Uma semana mais tarde, Orton anunciou que se tinha tornado num “Assassino de Lendas” e que a primeira lenda que iria matar era Michaels, no Unforgiven. E assim foi, foi aqui que começou o crescimento do actual campeão da WWE, que meses depois viria a conquistar o Titulo Intercontinental, ter ficado com ele durante imenso tempo e cerca de um ano depois, viria a conquistar o seu primeiro Titulo Mundial. Até há cerca de dois anos, a maior parte das feuds em que Orton se incluía, era do género “Legend vs. Legend Killer”, onde participaram nomes como o Ric Flair, Jake “The Snake” Roberts, Mick Foley, Undertaker, Hulk Hogan ou Dusty Rhodes, só para citar alguns.

4º Lugar – Montreal Screwjob II

Como todos sabem, o Montreal Screwjob aconteceu no Survivor Series de 1997, nessa cidade canadiana, no qual, o árbitro Earl Hebner manda soar a campainha enquanto Shawn Michaels prendia o “Sharpshooter” em Bret Hart, sem que este último tivesse desistido, dando a vitória a “HBK”.
Em 2009, os PPV’s da WWE estiveram de regresso àquela cidade e àquela arena, e a temática do Breaking Point eram mesmo os combates de submissão. No Main-Event, CM Punk defendia o seu Titulo Mundial frente a Undertaker, e a dado momento, o “Deadman” faz o seu oponente desistir após um “Hell’s Gate”, no entanto, Teddy Long apareceu e disse que o uso dessa manobra era ilegal e mandou o combate recomeçar, e no recomeço, Punk aplica o “Anaconda Vise” em Undertaker, e sem que este tivesse desistido, o árbitro Scott Armstrong mandou soar a campainha, dando a vitória ao “Straight-Edge”.

3º Lugar – O inovador Championship Scramble Match (2008)

Uma semana após o SummerSlam, Mike Adamle (lembram-se dele?), General Manager da Raw, anunciou um conceito inovador para o PPV que aí vinha, o Championship Scramble Match, que consistia num combate com um tempo limite de 20 minutos envolvendo cinco lutadores, dois dariam inicio às hostilidades e de cinco em cinco minutos um novo lutador entrava em acção, quem tivesse um pin ou submissão bem sucedidas seria o Campeão interino e quem chegasse nessa condição ao final do combate sairia de lá com o título. Bem, antes de mais, acho este conceito estúpido e basta olhar para aquele que foi o Main-Event da noite, o campeão não pode participar no combate, então e havendo a hipótese de não haver pins nem submissões, quem sairia de lá com o titulo? Havendo a hipótese de um lutador sofrer dez vezes o pin e fazer o último em que só por acaso se aproveita dos danos que outro wrestler fez, é um campeão justo e com credibilidade? Enfim, nem na TNA esperava ver uma coisa destas, mas a minha opinião vale o que vale.
Neste Unforgiven tivemos então três Scramble Matches, o primeiro foi pelo Titulo da ECW, que ao inicio era de Mark Henry mas que depois foi parar às mãos de Matt Hardy, depois foi a vez de Triple H reter o seu Titulo da WWE no último segundo (num dos finais mais estúpidos de combate de sempre ou não tivesse envolvido o Jeff Hardy) e finalmente, no Main-Event, Chris Jericho sagra-se Campeão Mundial.

2º Lugar – Trish Stratus despede-se dos ringues (2006)

De todos os momentos deste Top 5, provavelmente foi o que entristeceu mais os fãs. Trish andava envolvida numa feud com Lita por arrastamento do seu namorado da altura, Carlito, andar também ele envolvido numa mini-feud com Edge, que era o dono do coração da então campeã feminina. Numa edição da Raw, Lita anunciou que a canadiana se iria retirar dos ringues após o Unforgiven para grande choque dos fãs, mas Trish queria sair em grande e por isso desafiou-a para um último “title match” no seu combate de despedida, algo que foi aceite pela detentora do cinto. No PPV, que se realizou em Toronto, cidade natal da auto-proclamada “Queen of Queens”, Trish conquistou pela sétima vez o Titulo Feminino com a mais famosa manobra de wrestling do Canadá, o “Sharpshooter”. Foi uma saída em grande de uma diva que ainda hoje faz muita falta na WWE.

1º Lugar – John Cena vence Titulo da WWE contra as probabilidades (2006)

Sim, aquele que para mim foi o momento mais marcante da história deste PPV também se passou em 2006, naquele que foi para mim o melhor Unforgiven de sempre.
A feud do ano estava a ser sem dúvida o Edge vs. John Cena, a “Estrela Irreverente” tinha vencido o seu primeiro Titulo da WWE frente ao seu rival, pouco tempo depois o cinto voltou a casa e por aí continuou durante mais uns meses quando Rob Van Dam o conquistou no One Night Stand com a ajuda de… Edge. Depois, ambos queriam recuperar o seu título, mas foi o canadiano que o conseguiu, e como seria de esperar, o “Marine” era o candidato principal. Na sua primeira oportunidade, no Saturday Night’s Main Event, venceu por desqualificação, na segunda, no SummerSlam, perdeu porque o campeão o colocou KO com um murro em que usou uma soqueira. E quando Edge pensava que já não tinha o seu rival pela frente, este apresenta-lhe uma proposta, ambos teriam mais um combate pelo Titulo da WWE, o “Derradeiro Oportunista” podia escolher o local e a estipulação, e se Cena perdesse, abandonaria a Raw rumo à Smackdown, nunca mais o chateando, e foi isso que aconteceu.
Edge escolheu um “TLC Match” como estipulação, que era a sua especialidade, e o local, seria o Unforgiven, na sua cidade natal, Toronto. As probabilidades estavam contra o ex-campeão que jogava literalmente fora, ainda por cima, sob as regras do inimigo. A verdade é que num grande, mas grande combate, Cena levou a melhor após aplicar um “FU” do topo do escadote para cima de duas mesas e agarrar o cinto que se encontrava suspenso. Foi o inicio do seu terceiro reinado como Campeão da WWE, que viria a durar mais que um ano…

Espero que tenham gostado, espero que dêem a vossa opinião sobre as minhas escolhas e que dêem sugestões para próximos temas a serem aqui analisados.

Outros “Top 5″ de momentos mais marcantes de PPV’s:

- New Year’s Revolution
- Royal Rumble
- No Way Out
- Wrestlemania
- Backlash
- Judgment Day
- One Night Stand/Extreme Rules
- The Great American Bash/The Bash
- Vengeance/Night of Champions
- SummerSlam
- Unforgiven
- No Mercy
- Taboo Tuesday/Cyber Sunday
- Survivor Series
- Armageddon

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